Vídeo imagem: Manifestação protesto. Fora Dilma PT 1503

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Veja imagens e vídeos abaixo.

Essa notícia tem como finalidade mostrar os acontecimentos históricos que ocorreram no domindo dia 15/03/2015. Segue abaixo textos, imagens e vídeos retirados dos principais veículos de comunicação e da imprensa do Brasil

PROTESTOS CONTRA O GOVERNO: Manifestação gigante de mais de UM MILHÃO de pessoas mostra que São Paulo é a grande pedra no sapato do lulopetismo

Não é só por Dilma, é pelo PT! Ou: Perdeu, PiTboy. Ou ainda: Eles estão apenas no começo da guerra suja

 

Às 14h40, a Polícia Militar estimava em 240 mil pessoas protestando na Avenida Paulista -- e continuava chegando gente (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

SÃO PAULO: Às 15h47, a Polícia Militar estimava que passava de um milhão o número de pessoas protestando contra o governo Dilma na Avenida Paulista — e continuava chegando gente (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

 

O governo de Dilma Rousseff foi alvo neste domingo da maior manifestação espontânea já feita no Brasil contra um presidente da República. Vestidos de verde e amarelo, os brasileiros foram às ruas em todos os estados e no Distrito Federal para protestar contra a presidente e o Partido dos Trabalhadores. Ao menos 1,4 milhão de pessoas tomaram praças e percorreram avenidas, segundo estimativas das Polícias Militares nos Estados. O número, contudo, não leva em conta manifestações realizadas no interior, que podem elevar significativamente o total.

Ao contrário do que ocorreu na manifestação pró-governo de sexta-feira, quando o braço sindical do petismo, a CUT, e os grupos de sem teto e sem terra cooptados pelo governo organizaram marchas com militantes uniformizados – e pagos em grande número de casos – nenhum partido político ou grupo organizado controlou os movimentos ou pôde reivindicar a sua paternidade.

A multidão que tomou as ruas foi muito maior do que a previsão mais pessimista do Planalto. Na véspera das passeatas, o governo articulava o discurso de que seriam atos sem foco definido, protagonizados pela “elite” e cujo pico de concentração seriam 100 000 pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. De fato, a maior adesão ocorreu em São Paulo, mas com dez vezes mais pessoas do que jamais esperava o Planalto: recorrendo a imagens aereas e programas de computador, a PM estimou a presença de 1 milhão de manifestantes na Paulista. A jornada também mostrou que pessoas de todos os estratos sociais participaram das marchas nas cinco regiões do Brasil, e que elas tinham, sim um foco claro: o governo. A indignação contra o governo deu o tom das passeatas – sem que faltassem cartazes e palavras de ordem em favor do impeachment da presidente Dilma.

Dilma Rousseff passou o dia no Palácio da Alvorada. Convocou um gabinete de crise para monitorar as passeatas e escalou os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e José Eduardo Cardozo, da Justiça, para se pronunciar em nome do governo.

A fala teve início por volta das 18h45. Na contramão de uma postagem feita durante a tarde nas contas de redes sociais de seu ministério, que afirmava que o “discurso de ódio fere a democracia e não gera mudanças”, Cardozo disse que as passeatas foram “legítimas, democráticas e com respeito às autoridades”. Questionado sobre a postagem, o ministro disse que deu ordem para que ela fosse tirada do ar. Como remédio contra a indignação, contudo, ele apresentou tão somente velhas promessas e ambições petistas: o envio de um pacote anticorrupção ao Congresso e a realização de uma reforma política que, ele explicitou, deve proibir as doações de empresas.

Se não houve sombra de autocrítica na fala de Cardozo, Miguel Rossetto, integrante de uma ala mais radical do PT, adotou um tom agressivo, para afirmar que a discussão de um processo de impeachment “não deve ser tolerada”. Rossetto procurou também qualificar os manifestantes como sendo todos pertencentes ao contingente de eleitores que não votaram na presidente em 2014 – afirmativa categórica que as pesquisas mais recentes de aprovação do governo não autorizam, por mostrar que Dilma Rousseff perdeu rapidamente o cacife com que contava no início de seu segundo mandato. Rossetto também procurou defender o pacote de ajuste econômico que o governo procura implementar, e que desperta a insatisfação de setores de apoio ao petismo – ou do próprio partido.

Enquanto os ministros falavam, a manifestação prosseguia com panelaços semelhantes ao que recebeu o pronunciamento de Dilma Rousseff há uma semana, no Dia da Mulher.


Um protesto generalizado contra o governo Dilma, que atingiu cidades de quase todos os Estados brasileiros e cujo número de participantes ainda não é possível contabilizar, mostrou com clareza que São Paulo, repetindo o cenário da eleição presidencial do ano passado, é a grande pedra no sapato do lulopetismo.

Num domingo, dia considerado ruim para manifestações, com tempo instável, mais de um milhão de pessoas estão, pedindo a saída de Dilma, reclamando contra o petrolão, querendo um basta à bandalheira generalizada e expondo outras bandeiras e chamamentos, fazendo, na maior cidade do país, a mais significativa manifestação deste dia 15.

A onda da capital se estendeu ao interior do Estado, com protestos consideráveis em cidades como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Franca e muitas outras.

Centenas de milhares protestaram no Rio de Janeiro, em Brasília, em Belo Horizonte, em Salvador, em Recife, em Aracaju, em Belém do Pará, em Manaus…

Um governo que ignora fatos como esses é um governo suicida.

Um governo desinformado e catatônico, que esperava que não passasse de 100 mil, no máximo, a manifestação dos paulistanos.

O governo fez de tudo para impedir o povo de sair às ruas: chamou a manifestação de golpista, de reaça, de coxinha… Houve ameaças nas redes sociais. Tentaram intimidar os manifestantes com “o protesto a favor” do dia 13… Tudo inútil. Petistas famosos, ainda que sem carteirinha, vestindo a falsa camiseta da isenção, foram convocados para atacar os manifestantes, para desqualificá-los. Gente incapaz de ler um texto legal está opinando sobre a viabilidade do impeachment.

Os manifestantes que estão nas ruas estão sem máscara.

Os manifestantes que estão nas ruas não querem bater em ninguém.

Os manifestantes que estão nas ruas querem democracia.

Os manifestantes que estão nas ruas não vão quebrar nada.

Os manifestantes que estão nas ruas respeitam as propriedades públicas e privadas.

Os manifestantes que estão nas ruas trabalham.

Os manifestantes que estão nas ruas estudam.

Os manifestantes que estão nas ruas trabalham e estudam.

Os manifestantes que estão nas ruas não são de um partido.

Os manifestantes que estão nas ruas têm o direito de ter um partido.

Os manifestantes que estão nas ruas, mesmo que membros de um partido, não pertencem a um rebanho.

Os manifestantes que estão nas ruas são pessoas livres.

Os manifestantes que estão nas ruas não têm medo.

Os manifestantes que estão nas ruas cansaram de um país decente submetido à sanha de ladrões.

Por muito menos, Dilma abriu as portas do Palácio para movimentos da esquerda ultrarradical. Embora sabidamente violentos, Gilberto Carvalho chamou os black blocs para conversar.

O que vem pela frente? A história. A ser escrita com firmeza, com serenidade, com clareza, com civilidade. Com o triunfo da lei. Com o triunfo da Constituição.

O país não pode se deixar nem intimidar nem provocar por reacionários. O que é um reacionário? Alguém que quer fazer o país andar pra trás. E ele vai avançar. Alguém que quer fazer o país refém de um partido. E ele não será refém de ninguém. Alguém que quer promover a guerra de todos contra todos para continuar pendurado nas tetas oficiais.

Até agora, a única reação semi-oficial do governo foi a espantosa declaração do ministro da Justiça de que o governo “precisa melhorar sua comunicação com o povo”.

Pergunto: só isso?

As fotos e vídeos abaixo ajudam a responder.

CURITIBA:100 mil pessoas protestaram, saindo da concentração na Praça Santos Andrade, no centro (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

CURITIBA: 100 mil pessoas protestaram, saindo da concentração na Praça Santos Andrade, no centro (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

RIO DE JANEIRO: Enorme multidão ocupa a orla (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

RIO DE JANEIRO: A manifestação ocupou boa parte da orla (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

BELO HORIZONTE: O verde e amarelo tomou conta das ruas

BELO HORIZONTE: O verde e amarelo tomou conta das ruas

BRASÍLIA: A estimativa é de que 50 mil pessoas protestaram (Foto: Charles Sholl/Folhapress)

BRASÍLIA: A estimativa é de que 50 mil pessoas protestaram (Foto: Charles Sholl/Folhapress)

MANAUS: Outra multidão que não suporta mais o que acontece no país (Foto: Edmar Barros/Futurapress)

MANAUS: Outra multidão que não suporta mais o que acontece no país (Foto: Edmar Barros/Futurapress)

RECIFE: A indignação foi às ruas (Foto: Peu Ricardo/Folhapress)

RECIFE: A indignação foi às ruas (Foto: Peu Ricardo/Folhapress)

RIBEIRÃO PRETO (SP): a 315 km de São Paulo, 660 mil habitantes -- o interior paulista também protestou

RIBEIRÃO PRETO (SP): a 315 km de São Paulo, 660 mil habitantes — o interior paulista também protestou

FRANCA (SP): 340 mil habitantes, a 400 km de São Paulo, também não se omitiu (Foto: Igor do Vale/Futurapress)

FRANCA (SP): 340 mil habitantes, a 400 km de São Paulo, também não se omitiu (Foto: Igor do Vale/Futurapress)

 

 

Golpismo uma ova! É só a Constituição. É só a lei!

A gritaria do PT — e não das oposições — sobre o impeachment de Dilma Rousseff busca apenas criar um cordão de isolamento em torno da presidente, como se ela fosse intocável, não importa o que aconteça. E ela não é. Porque ninguém é na República. No dia em que for, o regime passa a ser uma monarquia absolutista.

O impeachment está previsto na Constituição e disciplinado em lei. No texto constitucional, está nos artigos 85 e 86, a saber:
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º – O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º – Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º – Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.
§ 4º – O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Muito bem! O crime de responsabilidade está plenamente definido na Lei 1.079, que não foi criada para punir Dilma ou o PT. Ela é de 10 de abril de 1950.

Rende um bom debate saber se Dilma infringiu ou não ao menos dois dispositivos da Lei 1.079 no caso da Petrobras.
Estabelece o Inciso VII do Artigo 4º:
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra
VII – A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos.

Define a Alínea 5 do Artigo 11:
Art. 11. São crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos
5 – negligenciar a arrecadação das rendas, impostos e taxas, bem como a conservação do patrimônio nacional.

Que Dilma tenha incorrido nos dois, isso parece evidente. Veja vídeo, abaixo, em que ela vem a público, ainda ministra, para asseverar a excelência das contas da Petrobras e atacar a criação de uma CPI. Estávamos em 2009, e ela já era pré-candidata à Presidência. Depois disso, ela se tornou presidente. E as evidências de escândalo na Petrobras se acumulavam. Ela fez o quê? Nada!

Admitida a acusação, aí a bola fica com o Senado. Restará um debate imenso para saber se sua ação é culposa ou dolosa. Se dolosa, “causa finita est”, a menos que a República afunde com ela; se meramente culposa, há espaço estreito para a salvação.

Fonte: Veja.com Adaptado de Ricardo Setti e Reinaldo Azevedo

Fonte imagens: Vários fontes da internet

 

A gritaria do PT — e não das oposições — sobre o impeachment de Dilma Rousseff busca apenas criar um cordão de isolamento em torno da presidente, como se ela fosse intocável, não importa o que aconteça. E ela não é. Porque ninguém é na República. No dia em que for, o regime passa a ser uma monarquia absolutista.

O impeachment está previsto na Constituição e disciplinado em lei. No texto constitucional, está nos artigos 85 e 86, a saber:
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º – O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
§ 2º – Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º – Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.
§ 4º – O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Muito bem! O crime de responsabilidade está plenamente definido na Lei 1.079, que não foi criada para punir Dilma ou o PT. Ela é de 10 de abril de 1950.

Rende um bom debate saber se Dilma infringiu ou não ao menos dois dispositivos da Lei 1.079 no caso da Petrobras.
Estabelece o Inciso VII do Artigo 4º:
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra
VII – A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos.

Define a Alínea 5 do Artigo 11:
Art. 11. São crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos
5 – negligenciar a arrecadação das rendas, impostos e taxas, bem como a conservação do patrimônio nacional.

Que Dilma tenha incorrido nos dois, isso me parece evidente. Se preciso, lembro de novo do vídeo em que ela vem a público, ainda ministra, para asseverar a excelência das contas da Petrobras e atacar a criação de uma CPI. Estávamos em 2009, e ela já era pré-candidata à Presidência. Depois disso, ela se tornou presidente. E as evidências de escândalo na Petrobras se acumulavam. Ela fez o quê? Nada!

Admitida a acusação, aí a bola fica com o Senado. Restará um debate imenso para saber se sua ação é culposa ou dolosa. Se dolosa, “causa finita est”, a menos que a República afunde com ela; se meramente culposa, há espaço estreito para a salvação.

É o que eu acho.


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