Os altos e baixos da carreira de Johnny Depp no cinema
Johnny Depp mãos de tesoura: o ator que podou o próprio sucesso
Com cinco fracassos consecutivos de crítica e bilheteria, o ator americano vê seu cachê cair pela metade e passa por uma fase que exige reinvenção de estilo e escolhas. Porém… ele insiste em se vestir de pirata
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), vencedor do Oscar de melhor filme este ano, narra a história de um ator de cinema, vivido por Michael Keaton, que tenta se livrar do estigma do super-herói interpretado por ele décadas antes no cinema. Para isso, ele se aventura no teatro, mas o espectro do herói o persegue – inclusive com uma voz fantasmagórica em sua cabeça. O que poucos sabem é que a produção assinada pelo diretor mexicano Alejandro G. Iñárritu tinha um final diferente do que foi exibido. No roteiro original, a peça chega ao fim e outro ator entra no camarim de Keaton: Johnny Depp. O intérprete do pirata Jack Sparrow tira o cartaz de Birdman da parede e pendura no lugar um de Piratas do Caribe quando, de repente, ouve a voz afetada de seu personagem aos gritos: “Que diabos estamos fazendo aqui, colega?”. A troca de atores não deu certo porque, como contou ao site The Film Stage um dos roteiristas de Birdman, Alex Dinelaris, a Disney não liberou o uso dos direitos da saga e Depp não topou satirizar sua atual e preocupante condição. Afinal, a fase negra, apesar de não ter se iniciado com o já cansativo Capitão Sparrow – que na verdade estreou bem no cinema -, foi potencializada pela franquia bilionária. De 2011 para cá, Depp emplacou cinco fracassos de bilheteria e crítica, o último deles o fiasco Mortdecai: A Arte da Trapaça, que chegou ao país nesta quinta-feira, cravejado de críticas negativas lá fora.
Distinto, original e sem medo de ousar, Johnny Depp despontou como um respiro no clube de atores hollywoodianos, praticantes experientes da mesmice, e foi elevado a grande astro do cinema na virada dos anos 1980 e 1990, quando estrelou Edward Mãos de Tesoura (1990), sua primeira parceria com o diretor Tim Burton, com quem faria outros seis filmes. Daí em diante, Depp teve uma trajetória sinuosa. Ele já fez o papel do esquisitão, encarnou o galã e passou por comédias e dramas com certa desenvoltura. Prova dessa versatilidade são suas três indicações ao Oscar: a primeira por uma fantasia cômica (Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra, de 2003), depois por um drama (Em Busca da Terra do Nunca, de 2004) e por último com um musical macabro (Sweeney Todd, de 2007). Até 2010, tudo parecia ir bem, até que o ator, na época em luta contra o vício em álcool, passou a escolher roteiros pouco dignos de elogio da imprensa especializada.
Desagradar à crítica não é um grande problema para os estúdios de Hollywood. Já não ter retorno em bilheteria, com certeza, é. Diário de um Jornalista Bêbado (2011) foi o primeiro fracasso visível. O longa, que custou 45 milhões de dólares, arrecadou apenas 24 milhões ao redor do mundo. A esperança de recuperação foi depositada nos três filmes seguintes, superproduções com orçamentos de encher os olhos. O primeiro a chegar aos cinemas foi Sombras da Noite (2012), outra parceria com Burton, que fez 245 milhões de dólares no mundo, pouco mais que a metade do necessário para o filme se pagar. No ano seguinte, ai, viria o maior fiasco da carreira do ator: O Cavaleiro Solitário, de Gore Verbinski. A vistosa sociedade de Depp e Verbinski, diretor da franquia Piratas no Caribe, fez o orçamento do filme chegar a estimados 230 milhões de dólares, quantia quase igual à bilheteria mundial do longa, que não passou dos 260 milhões. Mais um desastre, já que um filme, para ser considerado bem-sucedido, deve arrecadar cerca de três vezes seu valor de investimento.
Justiça seja feita, baixas na carreira são comuns na vida da maior parte dos mortais, até mesmo no show business (veja lista). Mas no caso de Depp a fase ruim pode não ser apenas uma fase. Em 2014, ele voltou a amargar um mau resultado com a ficção científica Transcendence: A Revolução, que tinha orçamento de 100 milhões de dólares e fez apenas 103 milhões em bilheteria – dos quais, só 23 milhões no portentoso mercado americano, valor que grandes produções fazem em um ou dois dias no país. No Brasil, a produção foi vista por apenas 310 000 pessoas e faturou 4 milhões de reais, performance muito menor que a de uma comédia nacional. “Quando adquirimos o filme, a expectativa era grande”, diz Laercio Bognar, diretor geral da Diamond, distribuidora que trouxe a produção ao Brasil. “O projeto reunia nomes de primeira grandeza e gozava de um budget para lá de generoso. Mas o resultado em todo o mundo foi ruim e aqui não foi diferente.”
Transcendence parecia ser o fundo do poço, mas então Depp descobriu que o poço era mais profundo com Mortdecai: A Arte da Trapaça, o longa que chega agora ao Brasil. O filme empacou em apenas 7 milhões de dólares nos EUA, e fez 30 milhões no mundo todo. Para piorar, foi um dos mais mal avaliados da carreira de Depp pela crítica internacional. Esperançosa, a Paris Filmes, que distribui o longa cômico por aqui, aposta na diferença entre os mercados brasileiro e americano. “O comportamento de bilheteria do Brasil é independente de outros mercados. Os filmes de terror, por exemplo, não funcionam bem nos EUA, mas aqui sim. Fazemos lançamentos baseados nas expectativas locais. Johnny Depp ainda tem um grande apelo no país”, diz Gabriel Gurman, gerente de marketing da distribuidora.
Escravo de si – Quem se aventurar a comprar um ingresso para Mortdecai perceberá que Depp até se esforça e tem alguns (poucos) bons momentos, mas o roteiro sem ritmo e a direção fraca, assinada por David Koepp, não ajudam. “Existe uma retroalimentação: o ator não melhora o roteiro, nem o roteiro o melhora”, diz Yara de Novaes, atriz, diretora de teatro e professora do Núcleo de Artes Cênicas da Faap. “O problema é que, quando diretor e produtor erram a mão, fica difícil para o elenco corrigir”, corrobora Bognar, da Diamond. “O duro, para os atores, é que a cobrança é sempre maior sobre eles. Afinal de contas, são eles que estão com as caras na tela.”
Em Mortdecai, Depp interpreta um golpista atrapalhado e fracote, sempre protegido por sua mulher, Johanna (Gwyneth Paltrow), e pelo capanga Jock (Paul Bettany). Depp exagera em seus famosos maneirismos e a impressão que fica é a de que o estilo teatral, tão elogiado no passado, especialmente nas parcerias com o Burton, se tornou um lugar comum e cômodo para o ator, que não se reinventa, apenas muda o figurino e a maquiagem.
“Ele surgiu como um ator muita autoral, mas foi deixando isso de lado para servir a um cinema de bilheteria. Assim, ele pecou pelo excesso de confiança nessa marca, nesse estilo de interpretação”, diz Yara. “Às vezes, o ator entra por um caminho e insiste nele, sem se perceber clichê, repetitivo. O que parece é que ele não tem enfrentado grandes desafios.”
O comodismo talvez seja um reflexo de seus altos salários que, mesmo caindo após alguns fiascos, continuam vistosos. Em janeiro deste ano, o site da revista americana Forbes publicou um artigo intitulado: Johnny Depp prestes a se tornar o ator menos rentável de Hollywood. No texto, a jornalista Dorothy Pomerantz dizia que Depp já foi um dos nomes mais bem pagos do mercado cinematográfico, especialmente com a franquia Piratas do Caribe, que soma 3,8 bilhões de dólares em bilheteria. Porém, após tantos fracassos seguidos, os estúdios começaram a repensar o salário do ator, que ganhou 10 milhões de dólares para estrelar Mortdecai, metade do cachê que ele receberia há três anos – então estimado em 20 milhões de dólares – e, mesmo assim, supervalorizado para um filme tão fraco em bilheteria. Hoje, ele é o segundo na lista de atores da revista que trazem pouco retorno para os estúdios, atrás de Adam Sandler. A expectativa é que Depp desbanque o ator de comédias do ranking em 2015.
Além da queda no salário, o ator também começa a enfrentar dificuldades de encontrar um bom papel. Apesar de ser um dos nomes mais cotados, e até óbvios, ele perdeu a chance de interpretar Doutor Estranho, personagem da Marvel e uma das grandes apostas da Disney para 2016. Quem conquistou o trabalho foi Benedict Cumberbatch, ator britânico versátil que tem se mostrado um substituto adequado para Depp. Os dois, aliás, lançam juntos este ano o filme Black Mass, trama policial em que interpretam irmãos.
A expectativa é que a baixa na carreira de Depp ganhe novos contornos a partir de 2016, ao menos no quesito rentabilidade, quando ele retorna ao seu conhecido papel de Chapeleiro Maluco, em Alice no País das Maravilhas: Através do Espelho. No ano seguinte, ele veste pela quinta vez o figurino de Jack Sparrow e lança Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias. Bilheteria na casa do bilhão é esperada. Se a credibilidade com fãs e críticos vai voltar, é outra coisa. Só o desejo de mudança de Depp pode tirá-lo do fundo do poço, e, quem sabe, levá-lo ao final pensado pelo diretor Iñarritu em Birdman – de fato, a fantasia de pirata deve ser aposentada.

Cameron Diaz
A atriz estreou no cinema em 1994 com o clássico cômico O Máskara, ao lado de Jim Carrey. No papel da loira sexy, a moça se tornou requisitada dali em diante, e atuou em diversos filmes interessantes, entre eles Quem Vai Ficar Com Mary? (1998), dos irmãos Farrelly; Quero Ser John Malkovich (1999), de Spike Jonze; Vanilla Sky (2001), de Cameron Crowe; e Gangues de Nova York (2002), de Martin Scorsese. Os quatro filmes, aliás, lhe renderam indicações ao Globo de Ouro. Além de sucesso com a crítica, Cameron emplacou produções de alta bilheteria, como a franquia Shrek, em que ela dá voz à princesa Fiona, e o remake de As Panteras (2000), que arrecadaram, respectivamente, 2,9 bilhões e 524 milhões de dólares. A sorte da atriz mudou recentemente, quando ela estrelou uma sequência de filmes ruins e com bilheterias irrisórias. Entre eles, Sex Tape: Perdido na Nuvem e Mulheres ao Ataque, ambos de 2014.

Nicolas Cage
Quem olha apenas os últimos anos da filmografia de Nicolas Cage mal lembra que um dia o ator até ganhou um Oscar. Isso em um longínquo 1996, quando ele estrelou Despedida em Las Vegas. Em seu auge, Cage fez bons filmes como Cidade dos Anjos (1998), A Outra Face (1997), Adaptação (2002), Os Vigaristas (2003) e O Senhor das Armas (2005). Já os longas que merecem ser esquecidos são mais numerosos e incluem O Apocalipse (2014), Fúria (2014), Reféns (2011) e O Resgate (2012).

Eddie Murphy
A maré baixa na carreira do ator Eddie Murphy é visível na queda de produções em que ele apareceu recentemente. Se no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000 ele fazia de dois a três filmes por ano, agora ele mal aparece em um no mesmo período. Aliás, seu último longa-metragem foi As Mil Palavras, de 2012, taxado entre a crítica como um péssimo filme, que arrecadou em bilheteria metade de seu valor de orçamento, irrisórios 22 milhões de dólares. Realidade bem distinta de seu passado repleto de comédias populares de altas bilheterias, como O Professor Aloprado (1996) e Dr. Dolittle (1998). Murphy também tem no currículo uma indicação ao Oscar, pelo musical Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (2006). Agora, o ator ensaia seu retorno aos cinemas com o drama batizado de Cook, de Bruce Beresford (Conduzindo Miss Daisy), previsto para ser lançado em 2015.
Winona Ryder
A atriz americana começou a atuar na infância e logo emplacou produções importantes. Sua trajetória tem algumas similaridades com a de Johnny Depp, com quem ela teve um longo relacionamento e estrelou o clássico Edward Mãos de Tesoura (1990). Antes disso, ela trabalhou com Tim Burton na fantasia Os Fantasmas se Divertem (1988), que hoje ganhou o status de cult. Entre seus primeiros filmes estão A Casa dos Espíritos (1993), Alien – A Ressurreição (1997), e Garota, Interrompida (1999). Ela chegou a ser indicada a duas estatuetas no Oscar, por A Época da Inocência (1993) e Adoráveis Mulheres (1994). A fase ruim começou no início dos anos 2000, quando ela já enfrentava dificuldades para conseguir bons papeis como protagonista e foi flagrada cometendo furtos em lojas dos EUA. Seus últimos filmes, Linha de Frente (2013), A Carta (2012) e O Homem de Gelo (2012) não agradaram a crítica e foram mal em bilheteria.

Johnny Depp
Depp estreou no cinema nos anos 1980 e ganhou fama ao estrelar Edward Mãos de Tesoura, em 1990. A produção foi a primeira parceria entre Depp e Tim Burton e rendeu a ele uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical. O ator passou por uma fase de galã, e até deu vida ao conquistador Don Juan no filme Don Juan DeMarco (1994). Entre 1990 e 2010, Depp se tornou um dos nomes mais requisitados no cinema e estrelou diversos filmes importantes. Ele foi indicado três vezes ao Oscar. A primeira pelo personagem Jack Sparrow, do filme Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003), depois por Em Busca da Terra do Nunca (2004) e a terceira por Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007). Sua carreira começou a mostrar sinais de cansaço a partir de 2011, quando ele estrelou Diário de um Jornalista Bêbado, fracasso de crítica e público. A fase ruim continua em mais quatro produções seguidas: Sombras da Noite (2012), O Cavaleiro Solitário (2013), Transcendence: A Revolução (2014) e Mortdecai: A Arte da Trapaça (2015). A maré ruim levou o ator a ser listado como um dos menos rentáveis em Hollywood.
Os altos e baixos da carreira de Johnny Depp
Anos 1980
Depp estreou no cinema em 1984 com o terror A Hora do Pesadelo. Na época, ele tinha 20 anos e sustentava uma feição que mais tarde o promoveria ao título de galã. Durante a década de 1980, Depp fez algumas participações em séries, curtas-metragens e até conseguiu um papel pequeno no filme de guerra Platoon (1986), de Oliver Stone. Nos Estados Unidos, ganhou fama ao protagonizar as quatro primeiras temporadas do seriado Anjos da Lei.
‘Edward Mãos de Tesoura’
O papel mais importante da carreira de Depp aconteceu em 1990, no filme Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton. Na trama, o ator vive um homem misterioso e tímido, que tem tesouras no lugar das mãos. A produção foi a primeira parceria entre Depp e Burton e rendeu a ele uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical.
Galã
Quando não vestia uma fantasia para um personagem fantástico, Depp arrancava suspiros e estampava capas de revistas femininas e adolescentes. O cargo de galã foi bem explorado por ele, que tem em sua filmografia títulos como os dramas Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (1993) e Don Juan DeMarco (1994), além do romance Benny & Joon: Corações em Conflito (1993), que lhe rendeu sua segunda indicação ao Globo de Ouro.
Requisitado
A combinação de beleza e estilo próprio de atuar fez de Depp um ator requisitado. Nos anos 1990, foram quinze longas-metragens estrelados por ele, número que subiu para dezoito na década seguinte. Entre seus trabalhos que merecem destaque antes da virada do século estão mais duas colaborações com Burton, Ed Wood (1994) e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999). Apesar de alguns bons títulos, diversas outras tramas foram rechaçadas pela crítica, como O Último Portal (1999), de Roman Polanski, e O Bravo (1997), produção dirigida e estrelada por Depp, ao lado de Marlon Brando.
Piratas e Oscar
Por incrível que pareça, a primeira indicação de Johnny Depp ao Oscar veio com o inusitado personagem Jack Sparrow, do filme Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003). A produção dá início a uma das franquias mais lucrativas do cinema (que já soma mais de 3,8 bilhões de dólares em bilheteria) e também à parceria de Depp com Gore Verbinski, diretor com quem o ator se identificou e fez, mais tarde, outros filmes.
Boa fase
Durante a primeira década dos anos 2000, Depp vive uma de suas melhores fases no cinema. Além da franquia de piratas, o ator emplaca filmes aclamados pela crítica como Chocolate (2000), Em Busca da Terra do Nunca (2004) — que lhe rendeu sua segunda indicação ao Oscar —, e três bons projetos de Tim Burton: A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), A Noiva Cadáver (2005) e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), trama que garantiu a ele sua terceira indicação ao Oscar.
O início da queda
Em 2010, Depp lança o esperado Alice no País das Maravilhas, outra produção com Burton na qual ele interpreta um personagem pitoresco, no caso, o Chapeleiro Maluco. O longa não decepcionou em bilheteria (fez 1,02 bilhão de dólares), porém desagradou a crítica especializada. A partir daí, o ator teve dificuldades em conseguir elogios com suas atuações, além de ter filmes de roteiros duvidáveis, como O Turista (2010) e Diário de um Jornalista Bêbado (2011).
Pentacampeão, só que não
Diário de um Jornalista Bêbado foi o primeiro fracasso visível de Depp, que arrecadou metade de seu custo de produção em bilheteria. O mesmo se repetiu com Sombras da Noite (2012), O Cavaleiro Solitário (2013), Transcendence: A Revolução (2014) e Mortdecai: A Arte da Trapaça (2015) — quatro filmes com orçamentos gigantescos, que não obtiveram o resultado esperado em renda. A sequência de fiascos fez Depp ser eleito pela revista Forbes como o segundo ator menos rentável de Hollywood, perdendo apenas para Adam Sandler. Segundo a publicação, Depp rende apenas 4,10 dólares a cada 1 dólar que ele ganha de cachê.
Fonte: Veja.com por Raquel Carneiro
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