Últimas notícias sobre a paralisação dos caminhoneiros

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Caminhoneiros mantêm estradas bloqueadas em cinco estados das regiões Sul e Centro-Oeste do país, neste sábado (28). São registradas interdições em rodovias de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e no Rio Grande do Sul.

RODOVIAS FECHADAS

Caminhoneiros fazem protestos pelo país

Sindicatos e associações aceitaram a proposta do governo na quarta-feira (25) para acabar com os bloqueios. Entre os pontos do acordo, está a sanção integral da Lei do Caminhoneiro, que regulamenta a profissão de motorista, e o compromisso da Petrobras de que o diesel não sofrerá reajuste nos próximos seis meses. No entanto, como a liderança do movimento não é centralizada, há manifestantes que continuam parados alegando que não foram notificados ou que o grupo que negociou com o governo não tem legitimidade.

Os juízes fixaram multas que variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar as pistas.

Uma nova reunião foi marcada entre caminhoneiros e empresários, com mediação do governo, para o dia 10 de março. O encontro servirá para que as duas partes cheguem a um acordo sobre uma tabela que calculará os novos preços dos fretes.

VEJA COMO ESTÁ A SITUAÇÃO EM CADA ESTADO:

MS

São registrados bloqueios em sete trechos de rodovias estaduais. Não há interdições em rodovias federais do estado, diz PRF. Os manifestantes estão no acostamento da rodovia parando apenas caminhões.

MT

Em Mato Grosso, há seis pontos de interdição. Os protestos chegam ao 11º dia nas rodovias federais do estado, mesmo com a decisão da 3ª Vara da Justiça Federal determinando o desbloqueio total, com multa prevista de R$ 1 mil por dia. Muitos manifestantes se encontram às margens de trechos que estão liberados e anunciam novas interdições ao longo deste sábado.

PR

Os protestos de caminhoneiros completam 16 dias neste sábado. Na maioria dos trechos fechados, apenas os veículos de carga, com exceção dos caminhões com cargas vivas, são impedidos de seguir viagem.

Nesta manhã, há interdições em cinco estradas federais, além de outros bloqueios em estradas estaduais.

RS

Os bloqueios de rodovias seguem no estado, tanto em vias federais quanto estaduais, na manhã deste sábado. No total, são registrados 47 pontos de bloqueios. Nos locais onde há protesto, apenas carros de passeio, ônibus e veículos com cargas vivas são autorizados a seguir viagem.

A Justiça estadual concedeu, na manhã deste sábado, uma liminar na Ação Civil Pública ajuizada pela PGE-RS em que solicita a desocupação de todas as rodovias estaduais do RS. A decisão determina que os caminhoneiros desocupem as rodovias em um prazo de 24 horas. Foi fixada uma multa no valor de R$ 100 mil no caso de ocupação e interdição das rodovias estaduais.

Um caminhoneiro foi atropelado e morreu na paralisação em São Sepé na manhã deste sábado. De acordo com a PRF, ele tentava impedir a passagem de um caminhão. O motorista não parou e atingiu a vítima que morreu no local.

SC

Caminhoneiros mantêm bloqueios em 18 trechos de rodovias catarinenses no 11º dia de protestos no estado. Os trechos bloqueados ficam em quatro rodovias federais e em quatro estaduais.

Governo decide multar e aciona PF contra caminhoneiros

Sem conseguir negociar com os caminhoneiros que bloqueiam estradas do país em diversos estados, o governo determinou que a Polícia Rodoviária Federal multe os motoristas parados nas rodovias. Além de notificá-los pela infração de trânsito, a decisão tem um objetivo mais importante: identificar os líderes do movimento grevista e, assim, permitir a aplicação de multas por desobediência às ordens judiciais que exigem a desobstrução das vias. Nesse caso, o valor a ser pago varia de 5 000 a 10 000 reais por hora.

A medida anunciada pelo ministro da Justiça, José E duardo Cardozo, foi a solução encontrada pelo governo para permitir a punição dos grevistas, já que não há um sindicato ou entidade juridicamente constituída a ser responsabilizada pelo movimento. “O governo agirá firmemente no cumprimento da lei e das determinações judiciais”, disse Cardozo.

O Executivo também determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a prática de crimes por participantes do movimento – entre eles, o de obstrução ao trânsito de outros veículos.

O último dado da Polícia Rodoviária Federal é que existem 97 pontos de bloqueio em sete estados.

O ministro da Justiça explicou que o governo negociou com os representantes constituídos da categoria, apesar de integrantes do movimento afirmarem que os sindicatos não os representam. “O governo reitera que a proposta que foi apresentada foi aceita pela maior parte dos trabalhadores”, disse ele.

No início da tarde, três representantes do movimento dos caminhoneiros protocolaram um pedido de audiência com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. Entre eles, está Ivar Schmidt, que esteve com o ministro nesta quarta e rejeitou a proposta do governo. O grupo pede uma redução, ainda que temporária, no valor do óleo diesel.

Governo e sindicatos de caminhoneiros chegam a acordo. Mas eles não comandam o movimento

O governo e representantes de sindicatos e associações de caminhoneiros chegaram a um acordo na noite desta quarta-feira para tentar encerrar os bloqueios nas estradas em todo o país. Os representantes da categoria presentes na reunião em Brasília aceitaram a proposta apresentada pelo governo, que não contempla as duas principais demandas dos grevistas: a redução no preço do diesel e o estabelecimento de um valor mínimo para o frete.

O acordo, no entanto, não garante o fim dos bloqueios, já que o movimento não é liderado por sindicatos. Com influência em mais de cem pontos de paralisação, o Comando Nacional do Transporte não aceitou a oferta do governo e prometeu continuar com a greve. “Nós estamos com lucro zero, aí o governo nos propõe de ficar tendo lucro zero mais seis meses. Eu acho que eles não regulam certo da cabeça. Devem estar com problema. Infelizmente não teve acordo, nós não aceitamos a proposta”, declarou Ivar Schmidt, o principal porta-voz da entidade, ao site de VEJA. Ivar, que dialoga com os representantes regionais do movimento pelo Whatsapp, disse qual foi a orientação enviada aos colegas na noite de quarta: “O recado é claríssimo: o movimento continua.”

Proposta
A proposta do governo aceita pelos sindicatos prevê o congelamento do preço do diesel pelos próximos seis meses, além de duas outras garantias: a primeira é uma carência de 12 meses para os caminhoneiros autônomos ou microempresas que tenham adquirido caminhões por meio de dois programas do governo, o Finame e o Procaminhoneiro. A segunda é a sanção integral da Lei do Caminhoneiro, aprovada pelo Congresso neste mês. A medida atualiza as regras sobre carga de trabalho, horas de descanso e pagamento de pedágios pelos caminhoneiros.

Um dos representantes da categoria que participou da reunião, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, pediu o fim da greve. “Diante da gravidade que se encontra o país neste momento, nós pedimos a sensibilidade dos caminhoneiros de liberar as rodovias pelas conquistas que tiveram aqui”, disse ele. Apesar da exigência do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, de que o acordo só será cumprido quando as estradas forem liberadas, Diumar deixou claro que não poderia “garantir que a greve vai acabar”.

Líder de caminhoneiros ataca governo e descarta proposta

O caminhoneiro Ivar Schmidt é o principal porta-voz do Comando Nacional do Transporte, uma entidade sem personalidade jurídica que tem causado dor de cabeça tanto ao governo quanto aos sindicatos que deveriam representar a categoria. Líder do movimento que paralisa estradas em todo o país, ele conversou com a reportagem do site VEJA na noite desta quarta-feira. Minutos antes, Ivar havia deixado uma reunião infrutífera com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, que tomou a frente das negociações sobre o tema.

A audiência só ocorreu por insistência de Ivar. Durante o dia, Rossetto priorizara o diálogo com os sindicatos de caminhoneiros – embora a paralisação tenha sido articulada sem a participação de entidades de classe. O diálogo entre os representantes regionais do movimento se dá por meio das redes sociais e principalmente pelo aplicativo de celular Whatsapp, que permite a troca instantânea de mensagens. Foi por meio do programa que, na noite desta quarta-feira, Ivar orientou os colegas a manterem o bloqueio. Confira a entrevista:

Como foi a reunião com o ministro Miguel Rossetto? 
Desde ontem o pessoal do governo tenta me desqualificar como representante do movimento. Hoje a gente participou da reunião, o governo expôs alguns absurdos e no meio dessa reunião tentaram me desqualificar novamente. Eu me retirei da reunião, porque a gente não concorda com aquilo que foi exposto. Aí me levaram para outra sala, falamos com o Robinson Almeida, do gabinete do ministro, e ele expôs as mesmas ideias.

Ele disse que não reconhecia a sua liderança?
Isso.

O que o senhor achou da proposta do governo?
Isso é um absurdo. Nós estamos com lucro zero, aí o governo nos propõe de ficar tendo lucro zero mais seis meses. Eu acho que eles não regulam certo da cabeça. Devem estar com problema. Infelizmente não teve acordo, nós não aceitamos a proposta.

Quantos são os pontos de bloqueio hoje?
São 128 pontos de bloqueio, em nove estados.

O senhor tem influência sobre quantos desses pontos?
Cerca de cem. Eu acho que hoje deve ter aumentado, porque a gente criou um grupo de Whatsapp para todos os líderes e eles foram adicionando outros colegas.

Esse episódio mostra que os sindicatos perderam o poder de representatividade?
Com certeza. O nosso movimento abomina sindicato, associação, federação, confederação. E esses segmentos tentaram nos representar nas últimas décadas e nunca resolveram nosso problemas. Então, a gente está aqui. Vou ficar em Brasília até resolver isso.

Há alguma reunião marcada para esta quinta-feira?
O secretário do ministro ficou de nos telefonar para marcar uma reunião.

Qual foi o recado que o senhor passou aos colegas pelo Whatsapp depois do encontro com o ministro?
O recado é claríssimo: o movimento continua.

 

Representantes de produtores manifestam preocupação com protestos de caminhoneiros

Suinocultores temem pelo abastecimento de granjas e pelas cargas e sojicultores falam em prejuízos para a colheita

O presidente da Associação de Criadores e Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Luis Folador, afirma que o movimento dos transportadores “é legítimo e necessário”, mas não deve “atrapalhar o direito de ir e vir”. Segundo ele, os problemas de logística já levaram à paralisação da unidade Alibem, da empresa Santa Rosa, e de outras cinco plantas industriais da Aurora Alimentos, em Santa Catarina.

Ainda de acordo com a entidade, um caminhoneiro que transportava 120 suínos foi atingido por pedradas no rosto na noite da segunda-feira, na BR-158, no município de Palmeiras das Missões. O motorista perdeu o controle do veículo, que tombou ao passar por um dos pontos bloqueados pelos manifestantes. Após o acidente, a carga viva foi saqueada.

Minas Gerais

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) ainda não recebeu reclamações de produtores do interior do Estado sobre falta de abastecimento de insumos ou impedimento da comercialização dos produtos provocados pelo bloqueio de estradas por caminhoneiros. Entretanto, o diretor da entidade, Rodrigo Alvim, se mostrou preocupado com as consequências da duração da paralisação na produção agropecuária mineira, grande produtora de café, leite, entre outros. “Certamente, o transporte de hortifrútis, itens refrigerados, carnes, ou seja, principalmente de produtos perecíveis, ficará mais complicado. O envio de leite às empresas também pode ficar prejudicado”, disse o diretor à Agência Estado.

Em Minas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há oito pontos de protestos dos profissionais em três rodovias, sendo que em alguns delas os trabalhadores estão parados desde o início de domingo. A expectativa da Faemg é que até o fim da semana haja uma negociação entre os manifestantes e o governo e os bloqueios terminem.

Mato Grosso do Sul

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) manifestou preocupação com os bloqueios em trechos de rodovias em Mato Grosso do Sul, mas afirmou que, por enquanto, os prejuízos são apenas localizados. Se a paralisação de caminhoneiros e transportadores se prolongar, entretanto, a perspectiva é de maior impacto sobre a colheita de soja e plantio do milho safrinha no Estado.

“Nós estamos em um momento crucial para agricultura: colhendo a safra de soja e plantando a safrinha de milho. Esses bloqueios potencializam a nossa deficiência logística”, disse o gestor do Departamento de Produção do Sistema Famasul, Lucas Galvan.

Em virtude do déficit de armazenagem no Estado, produtores não têm muito espaço para guardar a produção dentro da propriedade. Precisam colher e em seguida levar os grãos até o silo mais próximo ou até os portos para exportação. “Com a interrupção desse fluxo, o produtor fica sem opção.”

Nesta terça-feira (24/2) foram interrompidos trechos de rodovias em Dourados, Campo Grande e São Gabriel do Oeste. De um lado, a soja já pronta para colheita pode ser mantida nas lavouras, por causa da dificuldade de escoamento, e atingida por chuvas, comprometendo a qualidade.

Quanto ao milho, produtores temem que falte combustível nas distribuidoras regionais e as propriedades fiquem sem diesel para operar equipamentos. “A utilização de combustível em maquinário é muito forte nesta época”, salientou Galvan.

Até agora, havia relatos de distribuidores sem estoque para atender à demanda apenas na região de Rio Brilhante. “Por enquanto, é uma questão localizada. Se persistir por mais um a dois dias, aí efetivamente teremos problemas”, afirmou Galvan. “Ainda não temos efeitos de prejuízos, mas a situação preocupa muito, sim.”

Paraná

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) divulgou comunicado no qual alerta que o protesto de caminhoneiros, com bloqueio de estradas estaduais e federais, “coloca em risco o abastecimento da população e põe em iminente perigo a saúde pública e a segurança alimentar”. Na nota, assinada pelo presidente da Faep, Ágide Meneguette, o setor ressalta que “enormes rebanhos estão em risco de colapso e causarão danos econômicos e sanitários inimagináveis, porque não existe logística para o descarte das carcaças”.

Além disso, “milhões de litros de leite serão jogados fora, podendo causar danos ambientais”. Pelos cálculos da Faep, diariamente são produzidos e processados 12 milhões de litros de leite, por cerca de 115 mil produtores e 300 indústrias (laticínios) no Paraná. Estima-se que são abatidos 5 milhões de frangos/dia, resultado do trabalho de 20 mil avicultores paranaenses. São cerca de 30 mil suinocultores no Estado e mais de 750 mil cabeças abatidas semanalmente em 55 frigoríficos.

Conforme a Faep, essas três cadeias processam milhares de toneladas de ração, baseadas na soja e no milho, num ciclo pré-determinado de prazos e consumo. Os lotes de frangos, que no total somam 300 milhões de aves no Paraná, têm em média 40 dias de vida até o abate. A ração que chega ao produtor por meio dos frigoríficos também se esgota nesse prazo. O mesmo ocorre com o ciclo dos mais de 5,8 milhões de suínos. O colapso desses setores, de acordo com a Faep, pode ser evitado caso os caminhoneiros deixem de impedir o trânsito de cargas perecíveis.

 

Queda no preço do frete e altas do diesel e pedágio originaram protestos

Entenda os principais pontos da greve e reivindicações dos caminhoneiros.
Até terça-feira (24), 13 estados haviam sido atingidos.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou ao G1 que o preço do frete é livre, negociado entre contratante e contratado. O que se regulamenta é apenas a forma de pagamento, para fins fiscais.

Haroldo Christensen, diretor de projetos e comunicação da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), afirma que o valor do frete, hoje, é definido por uma tabela de referência feita pelas transportadoras. “Nós entendemos como ilegal, porque pode gerar uma cartelização do frete”, diz.

“O frete deveria ser o maior motivo da paralisação. Porque a variação do diesel, dos insumos, devia estar ligada a isso. O que não existe é uma planilha nacional de custos, em que fossem colocados todos os insumos assumidos, como combustível, pneu, manutenção. E junto com isso o valor das commodities. E sairia um valor de tonelada/km rodado, que seria variável conforme esses elementos”, defende Christensen.

Custo dos pedágios
Outro motivo apontado para os protestos é o preço do pedágio nas rodovias, além de casos em que o valor é embutido no frete. “Desde 2001, pela lei 10.209, foi estabelecido o Vale-Pedágio Obrigatório, o qual determina que o valor do pedágio tem que ser pago, integralmente, pelo embarcador, e não pelo caminhoneiro”, argumenta a federação, que pede maior rigor na fiscalização pela ANTT.

O ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, disse nesta terça que o governo passou a analisar o pedido dos caminhoneiros para prorrogar o prazo de carência das dívidas contraídas por meio do programa Pró-caminhoneiro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa prevê, entre outros pontos, o financiamento para a aquisição de itens como caminhões, chassis, reboques, carretas e cavalos-mecânicos.

Quem comanda o protesto?
A manifestação não é centralizada. Os primeiros protestos começaram em 13 de fevereiro, no Paraná, em um ato que incluía os professores do estado reclamando de medidas de corte de gastos e do que classificam de “abandono” da educação. Nos dias seguintes, a manifestação se espalhou por outros estados.

“Estamos acompanhando, não estamos participando”, diz Christensen, da Abcam. “É um movimento que tem acontecido e não tem comando central. Não existe uma direção. Em cada lugar estão agindo de uma maneira diferente”, explica.

O governo pode voltar atrás no preço do diesel?
Em meio à paralisação, o ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, afirmou nesta terça que não faz parte da “pauta” do governo reduzir preço do litro do óleo diesel. “Não está na pauta do governo a redução do preço do diesel neste momento”, disse. A definição dos preços dos combustíveis no Brasil parte da Petrobras. Porém, a variação do preço nas bombas para o consumidor depende de decisão dos postos de gasolina.

Que atitudes foram tomadas para desbloquear as estradas até agora?
A Advocacia-Geral da União protocolou ações na Justiça Federal dos estados onde houve o bloqueio de rodovias. A AGU pediu que a Justiça conceda liminar (decisão provisória) para que as estradas sejam desbloqueadas e para que seja imposta uma multa de R$ 100 mil por cada hora em que a decisão for descumprida.

Como o governo está agindo?
O governo recebeu nesta quarta-feira representantes dos caminhoneiros para um encontro em Brasília. Segundo o dirigente da Abcam, foram convidadas algumas lideranças locais. “Nós, como associação, fomos convidados como ouvintes. Nós entendemos que não é o correto. Mas vamos como ouvintes e lá reivindicamos”, afirmou Christensen antes do encontro.

Após a reunião, o ministro Rossetto afirmou que o governo se comprometeu a sancionar sem vetos a Lei dos Caminhoneiros. A matéria foi aprovada na Câmara no último dia 11 e estabalece regras para o exercício da profissão de motorista. Ainda segundo o ministro, a Petrobras se comprometeu a não reajustar o preço do diesel pelos próximos seis meses.

Quantos caminhões registrados existem no Brasil?
Segundo a ANTT, são 1 milhão de registros de transportadores, com 2,2 milhões de veículos. A maioria dos registros (857 mil) de para autônomos, 1 milhão de veículos. Já os registros de empresas são 171 mil, com 1,2 milhões de veículos. Os registros para cooperativas são 410, com 17 mil veículos.

Veja abaixo os principais pontos da greve:

Fonte: Globo rural, G1, Veja.com por Gabriel Castro

 


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