Novas descobertas sobre Alzheimer e Parkinson: Vídeos

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Segue abaixo coletânia das novas descobertas da medicina em relação ao Alzheimer e ao Parkinson.

Exame na pele pode diagnosticar Alzheimer e Parkinson

Biópsia pode ser a solução para detectar essas patologias em estágio inicial. Proteínas anormais presentes no cérebro de pessoas com Alzheimer e Parkinson também estão na pele destes pacientes

Cientistas criaram um teste cutâneo que pode ajudar a diagnosticar Alzheimer e Parkinson. De acordo com os pesquisadores, uma biópsia na pele detecta níveis elevados de proteínas presentes nessas patologias. O estudo foi divulgado na terça-feira e será apresentado no Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, nos Estados Unidos.

Até hoje, uma confirmação patológica confiável do Alzheimer é possível por meio de autópsia cerebral. Já o Parkinson é detectável somente em estágios avançados, por meio de exames de imagem. “O novo teste oferece um biomarcador potencial que pode permitir aos médicos identificar e diagnosticar estas doenças precocemente”, disse Ildefonso Rodriguez-Leyva, autor do estudo e médico no Hospital Central da Universidade de San Luis Potosi, no México.

Médicos detectam Parkinson pela saliva do paciente

Após analisarem a presença de proteínas anormais na saliva de 11 pacientes com Parkinson, pesquisadores detectaram a doença em nove deles. Doença de Parkinson: Teste de saliva pode oferecer um diagnóstico preciso da doença.

Pesquisadores americanos estão desenvolvendo uma forma de diagnosticar a doença de Parkinson por meio da análise da saliva dos pacientes. Segundo os especialistas, isso é possível pois as glândulas salivares de pessoas que sofrem do problema contêm proteínas anormais associadas ao Parkinson, o que pode tornar possível “um diagnóstico muito mais preciso para a doença do que os disponíveis atualmente”, afirmam eles.

O primeiro teste envolvendo a técnica foi feito pela Clínica Mayo em parceria com o Instituto de Pesquisa em Saúde Banner Sun, ambos nos Estados Unidos. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira pela Academia Americana de Neurologia e serão apresentados em março, quando acontecerá o encontro anual da entidade.

Ainda não existe um teste que faça um diagnóstico preciso da doença de Parkinson. Geralmente, a detecção da doença é feita na consulta clínica, quando os pacientes relatam o surgimento e o progresso de sintomas relacionados à condição, como alterações do sono e do olfato e problemas motores, principalmente rigidez muscular e tremores. Exames de imagens, como o ultrassom transcraniano, podem auxiliar o médico quando há dúvidas sobre a presença do Parkinson. O diagnóstico também pode ser feito por exclusão de outras doenças.

Exame de sangue pode prever quem terá Alzheimer

Teste desenvolvido nos EUA detecta risco de declínio cognitivo até três anos antes dos primeiros sintomas. Ainda não há previsão para que o exame seja usado na prática clínica. Alzheimer: Pesquisadores americanos descobriram dez tipos de gordura presentes no sangue que comprometem a membrana dos neurônios e estão associadas ao declínio cognitivo.

Pesquisadores desenvolveram um exame de sangue capaz de prever o risco de pessoas saudáveis terem Alzheimer até três anos antes de os primeiros sintomas surgirem. Em estudo publicado neste domingo, o teste, que consiste em procurar por dez tipos específicos de gordura no sangue de um paciente, ofereceu resultados com mais de 90% de precisão.

Não há previsão para que o exame passe a ser comercializado e usado na prática clínica. A possibilidade de detectar uma doença como o Alzheimer antes de ela se manifestar é um importante debate da medicina atual. Isso porque ainda não existem remédios capazes de evitar a condição, mas sim de controlar o seu avanço. Portanto, um diagnóstico que diz ao paciente que ele terá Alzheimer no futuro apenas causaria preocupação. Por outro lado, saber quais mecanismos estão associados ao Alzheimer ajuda os cientistas a entender melhor a doença e pode acelerar outros estudos que tentam descobrir formas de impedir que ela apareça ou até curá-la.

A nova pesquisa, feita na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, e publicada na revista Nature Medicine, envolveu 525 pacientes saudáveis de 70 anos ou mais. Os autores coletaram amostras de sangue dos participantes diversas vezes ao longo de cinco anos. Quando a pesquisa acabou, 74 voluntários haviam sido diagnosticados com Alzheimer ou comprometimento cognitivo leve, um estágio que fica entre o envelhecimento normal e a demência e que é caracterizado por problemas de memória, raciocínio e outras funções mentais.

Durante o estudo, os especialistas compararam o sangue de pessoas com e sem Alzheimer ou comprometimento cognitivo. Eles descobriram que os participantes com algum desses problemas apresentavam dez tipos de gordura que parecem romper a composição de membranas que envolvem os neurônios. A descoberta foi confirmada em outras comparações e análises.

Segundo os resultados, a precisão de mais de 90% do teste vale tanto para descobrir se um paciente terá comprometimento cognitivo ou Alzheimer nos próximos três anos quanto para definir se uma pessoa permanecerá livre desses problemas.

Essa é a primeira vez em que uma pesquisa define biomarcadores (substâncias que indicam a presença de uma doença) no sangue de uma pessoa para o Alzheimer. “O nosso novo exame de sangue pode mudar como pacientes, suas famílias e os médicos planejam lidar com a doença”, diz o coordenador da pesquisa, Howard Federoff, professor de neurologia e vice-presidente executivo de ciências médicas do Centro Médico da Universidade Georgetown. “Biomarcadores que identificam o período assintomático da doença são essenciais para o desenvolvimento e aplicação de tratamentos capazes de prevenir o Alzheimer.”

Segundo Federoff, ele e sua equipe planejam realizar um estudo clínico que usa o exame de sangue para testar um agente terapêutico para atrasar o impedir que o Alzheimer se manifeste em pessoas com maior risco.

Fonte: Veja.com

Vídeos sobre Alzheimer e Parkinson


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