Compreenda a importância da análise de solos
A análise tem baixo custo operacional, comparado aos enormes benefícios que gera.
O procedimento de amostragem de solos é uma prática de grande relevância a fim de determinar a fertilidade do solo, para que possamos corrigir de forma mais precisa as características produtivas do solo, que afetará o potencial de rendimento final da cultura a ser cultivada.
A análise tem baixo custo operacional, comparado aos enormes benefícios que gera, além de informar sobre recomendações como calagem e/ou adubação a fim de aumentar a produtividade das glebas e por fim diminuir custo utilizando adubações corretas, diminuindo assim gastos por fórmulas desnecessárias; muitas vezes utilizasse formulações acima do recomendado ou contrário.
Além disso, pode ser realizado em qualquer época do ano, mas recomenda-se que se faça em 3 meses antes do plantio para que se possa dar tempo para uma boa análise e posterior correções.
Uma boa análise de solo depende da correta amostragem na área a ser plantada, portanto uma amostra bem feita dará maior precisão, por isso devemos seguir alguns critérios importantes neste procedimento:
– A melhor opção mais adequada para coletas de solo é a pá de corte, onde em plantio direto 15 sub amostras da secção transversal são suficientes para a coleta de uma amostra representativa de solo, já com a utilização de trados caladores ou rosca recomenda-se mais sub amostras podendo chegar a (>50) devido à pequena quantidade de solo amostrada em cada sub amostra.
1° Separar a lavoura em áreas homogêneas, e lembre-se que cada amostragem feita irá representar uma área com características semelhantes, considerando-se:
– Tipo de solo: Solos diferentes devem ser amostrados separadamente, onde podem ser diferenciada pela sua coloração, topografia do terreno…
– Histórico e utilização da Lavoura: Áreas com adubações e calagem diferentes ou rotação de culturas diferentes necessitam ser amostrada separadamente.
Importante:Cada amostra final não deve ultrapassar áreas superiores a 20 hectares, pois em áreas maiores a amostra ficará comprometida!
2° Qual a Profundidade de solo a coletar?
à 010 cm quando o sistema for de plantio direto, campo nativo e melhoramento de campo nativo.
à 020 cm quando o sistema for de plantio convencional, hortaliças ou frutíferas
3° Como percorrer as glebas?
Uma forma muito utilizada é o caminhamento em zigue-zague pois atingimos mais sub amostras em locais distintos abrangendo a maior parte da área, conforme figura. Cada ponto saíra uma sub amostra que deverá ser colocada em um balde após todos os pontos feitos, onde devemos misturar bem e posteriormente retirar as 500 gramas que irá para o laboratório, mas atenção o recomendado é fazer de 10 à 20 sub amostras simples para cada área amostrada.
4° Procedimento de envio da amostra ao Laboratório de Solos:
– Após a coleta da amostra composta devemos separar cerca de 500 gramas de solo e colocar em um saco plástico limpo sem resíduos, não utilizar sacos de adubo, pacote de sal, farinha, pois podem interferir na análise final do laboratório em virtude de possuir resíduos.
– Não se esquecer de identificar as amostras de solo, com etiquetas onde forneçam algumas informações como profundidade coletada, dados da localização da área amostrada, glebas, e dados padrões do cliente.
– Enviar de forma imediata ao laboratório, não expor o solo a altas temperaturas, pois pode interferir na amostra, podem ocorrer reações.
Existem 2 tipos de análises feitas pelos laboratórios são elas:
Análise Básica: São avaliados argila, pH em água, índice SMP, matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e alumínio.
Análise Completa: análise básica + enxofre + micronutrientes (manganês, cobre e zinco);
A interpretação da análise de solo deve ser feita por um Engenheiro agrônomo, para que possa orientar da forma mais correta possível.
Fonte: SINDICATO RURAL DE GUAÍRA – SP

