Valor médio da arroba do boi gordo e boi China
Valor médio da arroba do boi gordo, boi China e mercado interno e externo.
Facebook Portal Agron; Twitter Portal Agron; Grupo Whatsapp Portal Agron: aqui você encontra todas as nossas matérias em um só lugar.
Veja também: Mais de mil cabeças de gado morrem de frio em MS
Durante a última semana, as cotações do gado terminado apresentaram movimentos diversos nas diferentes regiões pecuárias, de acordo com as consultorias especializadas que monitoram o mercado diariamente.
No mercado paulista, o preço do “boi-China” (gado abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) encerrou a semana com um aumento de R$ 5 por arroba, atingindo o valor de R$ 245 por arroba (valor bruto, no prazo). Isso representou um ágio de R$ 5 em relação ao gado “comum” destinado ao mercado interno, conforme relatado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (16/6).
No Estado de São Paulo, os preços da vaca e da novilha gorda permanecem estáveis, sendo negociados a R$ 210 e R$ 230 por arroba, respectivamente (valores brutos e no prazo).
De acordo com a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista da Scot, o mercado brasileiro do boi gordo está seguindo caminhos divergentes entre as diferentes regiões. Enquanto algumas ainda experimentam quedas nos preços por arroba, outras estão observando altas. Essas diferenças são influenciadas pela necessidade de estocagem das indústrias e pela oferta de gado gordo em cada localidade.
Diante desse cenário, a analista relata que o futuro do mercado do boi gordo é incerto. Ela menciona que é provável que continuemos vendo direções opostas nas diferentes regiões até que a subida dos preços se consolide com o fim da entressafra. Jéssica completa dizendo que a saída dos bovinos confinados no primeiro ciclo pode mudar essa tendência, mas isso ocorrerá apenas mais adiante.
Segundo a S&P Global Commodity Insights, a sexta-feira foi marcada por um fraco movimento de negócios devido à ausência de muitas indústrias na compra de gado. No entanto, atualmente, o ritmo de queda nos preços por arroba está diminuindo, antecipando expectativas de preços mais firmes para o restante de junho, conforme relata a S&P Global.
A consultoria também destaca que alguns frigoríficos brasileiros estão limitando a aquisição de animais terminados, buscando evitar a formação de estoques e impactos nos preços da carne bovina devido à atual inconsistência na demanda pelo produto.
Quanto à oferta, a S&P Global informa que o volume de animais disponíveis para abate ainda é suficiente para atender à demanda atual, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país. Muitos frigoríficos do Sudeste estão aproveitando os preços enfraquecidos por arroba nessas regiões para realizar operações conjuntas com indústrias locais e suprir a demanda por carne desossada em seus estados de origem. Essa estratégia tem ajudado a conter uma possível alta mais consistente nos preços do boi gordo nas praças de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo analistas da S&P Global, os agentes do mercado pecuário já estão se planejando para o segundo semestre, uma vez que as intenções de confinamento para essa segunda metade do ano ainda são marcadas por incertezas diante das atuais condições de preços do boi gordo. Apesar dos custos de diárias em boiteis e confinamentos estarem mais baixos em comparação com a temporada passada, os preços futuros e indicadores do boi gordo não estão estimulando uma rentabilidade atrativa para a operação de confinamentos em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, como observam as consultorias S&P Global e Scot Consultoria.
No que diz respeito ao mercado varejista e atacadista, a Scot relata que a semana registrou negociações lentas em algumas regiões pecuárias, devido à menor oferta de bovinos e, consequentemente, ao menor volume de carne disponível. Essa situação levou a ajustes pontuais positivos nos preços da carne com osso no atacado em São Paulo e em algumas praças no varejo.
No mercado atacadista de carne com osso, as cotações da carcaça da vaca e da novilha casadas aumentaram 1,1% e 0,7%, respectivamente, no fechamento do dia 9/6, de acordo com a Scot. Já o atacado paulista de carne sem osso apresentou uma queda média de 0,9%. Os cortes de traseiro recuaram 1,0%, com destaque para a maminha, que teve uma queda de 2,9%. Os cortes de dianteiro caíram 0,5%, impulsionados pelo peito, que teve uma queda de 1,6%.
Para a próxima semana, devido à menor oferta de bovinos, a carcaça de machos pode sofrer ajustes positivos, assim como os cortes de dianteiro, segundo a Scot Consultoria.
No dia 10 de junho, uma planta frigorífica da JBS em Diamantino (MT) foi atingida por um incêndio, conforme relatado pela Scot Consultoria. Felizmente, não houve feridos. Essa unidade da JBS tinha uma capacidade média de abate de 1.500 bovinos por dia, representando 50% de sua capacidade total. Os bovinos que estavam programados para abate nessa unidade serão direcionados para outras plantas da empresa no estado, de acordo com a Scot.
Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais da Equipe Agron. Imagem principal: Depositphotos.

