Previsão parto éguas: Com pedômetros

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Previsão parto éguas: Posição eletrônica

Previsão parto éguas: Ph colostro

Previsão parto éguas: Eletrólitos leite

Previsão parto éguas: Alteração do úbere

Previsão parto éguas: Transmissor vulva

O número de fêmeas em cobertura aumenta a cada ano no Brasil, e perdas gestacionais são observadas. Quando essas ocorrem no momento do parto, podem levar à morte do potro e da égua, bem como causar graves prejuízos econômicos. Os potros recém-nascidos, também chamados de neonatos, são frágeis e susceptíveis às doenças. Salvar a vida de um potro, na maioria das vezes, pode ser uma questão de horas. Veja abaixo os principais métodos descritos na literatura para prever o parto na égua, apresentando as vantagens e desvantagens de cada um. Alguns fatores podem interferir na previsão do parto da égua, como extenso período gestacional, fase de expulsão muito rápida e maior ocorrência dos partos em períodos noturnos. Portanto, há a necessidade de se prever o início do parto para que se possa fazer o acompanhamento e interferir, se necessário, o mais rápido possível, em casos de distocia, retenção de placenta e deficiente ingestão de colostro pelo potro.

Por meio do monitoramento do parto é possível observar o quanto antes problemas como consistência das fezes, grau de hidratação, nistagmo (doenças nos olhos do animal), se está deglutindo o leite, se há refluxo, se urina normalmente, se os cascos estão bem formados. Além de avaliar a égua, identificar se houve sinais de traumatismo na vagina, se ela está emitindo algum sinal de dor, se foi machucada internamente. O monitoramento também garante que mãe e filhote estejam em local ideal de nascimento, evitando cercas, barrancos, sujeira, lama, pois nem sempre as éguas livres em pastos estão em ambientes controlados e adequados, como cocheiras maternidades.

Pedômetros

Os pedômetros são dispositivos que utilizam o sistema de acelerômetro, o qual registra alterações comportamentais por meio de impulsos elétricos, sendo elas: animal em decúbito, em estação e em movimento por um período de tempo.

Os dispositivos são ajustados no metacarpo dos animais, pois assim detectam movimentos que refletem estímulo doloroso quando o parto se inicia. Apesar de ser um método não invasivo, de fácil manuseio e não

alterar o padrão comportamental do animal, poucos trabalhos foram realizados com o objetivo de previsão do parto.

O sistema considera que o animal está em decúbito quando o sensor está localizado horizontalmente, e em estação quando o sensor está localizado verticalmente. Já o movimento é medido de acordo com três padrões de aceleração.

Os dados podem ser armazenados por oito a 60 dias de acordo com o sistema utilizado, e são enviados por sistema de transmissão de rádio para um computador, onde podem ser armazenados.

Diversos estudos fazem o uso de pedômetros para avaliar a atividade locomotora e o comportamento de descanso em equinos.

Entretanto, esse tipo de sistema é mais utilizado para identificação de estro em vacas leiteiras, fornecendo dados que serão utilizados na inseminação artificial.

Relatam que duas horas antes do parto os animais apresentam aumento significativo nos movimentos em comparação com o mesmo horário nos 10 dias anteriores que precedem o parto. Porém, esse sistema não está livre de alarmes falsos e necessita de adaptações no software. Assim, mais estudos são necessários para melhorar a acurácia desse sistema como previsão do parto nas éguas.

Autor: A.B. Silva, R.A. Oliveira1.


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