Análises bromatológicas na nutrição animal ajudam a melhorar a produção, afirma especialista

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Realizar a avaliação da composição química dos alimentos, o valor energético e nutricional,suas propriedades físicas e possíveis efeitos no organismo dos animais pode ser um passo fundamental para melhorar a qualidade da alimentação animal. Além disso, fazer a análise bromatológica periodicamente dos alimentos, ajuda os produtores na tomada de decisão por parte do nutricionista, o qual, terá uma tendência mais assertiva na hora de formular a dieta.

De acordo com a zootecnista e analista técnica da Quimtia Brasil, empresa especializada na fabricação de insumos para nutrição animal, Lidiane Maciel, uma parte significativa dos alimentos oferecidos aos animais sofrem variações em sua composição nutricional ao longo do tempo, por isso, adotar valores referência em tabelas e bibliotecas, por exemplo, ou então usar os mesmos dados de análise por um longo período na formulação, pode levar a adoção de uma dieta ineficiente. “Superestimar ou subestimar a disponibilidade dos nutrientes, prejudica de forma considerável a produção e contribui com a excreção excedente de nutrientes no meio ambiente”, explica.

O investimento em análises periódicas por parte dos produtores, tende a ser mínimo se os resultados forem bem trabalhados pelo nutricionista. Isso, pois com uma dieta bem ajustada os animais responderão com melhorias na produtividade e no máximo desempenho zootécnico.

Mas qual a frequência ideal para a realização das análises bromatológica? Para a especialista, isso dependerá principalmente da frequência que o nutricionista ajusta a dieta, podendo ser realizada uma vez por semana, a cada quinze dias ou no mínimo uma vez no mês. “Vale lembrar que quanto mais frequente, mais eficiente”, afirma.

Cuidados com a amostragem também devem ser levados em consideração, pois uma coleta pouco representativa pode prejudicar a confiabilidade dos resultados adquiridos durante a análise. Segundo Lidiane, é fundamental que só após realização da coleta do material de forma apropriada que se deve encaminhar para o laboratório para ser analisado.

“Há duas formas desse material ser analisado, sendo a primeira através de análise convencional de bancada, a qual é realizada através de reagentes químicos, e o segundo método é realizado com base na leitura por espectroscopia do infravermelho próximo (NIRS)”, comenta.

A análise bromatológica por metodologia química fornece valores referente a matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), lignina, extrato etéreo (EE) e matéria mineral (MM). “Alguns macroelementos minerais também podem ser analisados pelo método, sendo eles: cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg) e potássio (K). Em contrapartida as análises por metodologia NIRS, podem fornecer análises mais específicas, como a digestibilidade do FDN (DFDN) e teor de amido, por exemplo”, finaliza.


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