Verminoses podem representar um prejuízo econômico de US$ 1,8 bilhão na produtividade das vacas de leite

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Por Humberto Moura, médico veterinário e gerente de produtos de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal, e Guilherme Moura, doutor em ciência animal e gerente técnico de bovinos da Vetoquinol

Com os custos dos grãos cada vez mais elevados – e a tendência é continuar assim por alguns meses, os pecuaristas enfrentam o desafio diário para driblar o cenário e conseguir fechar as contas no azul. Qualquer queda na rentabilidade da produção pode ser decisiva para obtenção de lucro. Para quem está na lida diária, a gestão vai além dos números: atentar-se à saúde do rebanho é um indicador essencial para mensurar o desempenho.

Inimigos sempre à espreita, segundo um estudo realizado por instituições brasileiras de pesquisa, os vermes têm um potencial de reduzir a produção de leite do rebanho brasileiro em torno de 4,2 bilhões de litros de leite por ano, o que equivale e um prejuízo de mais de US$ 1,8 bilhão.

As verminoses provocam perda de peso nas fêmeas, chegando até a 40 quilos por animal, de acordo com a Embrapa. O problema também pode levar à queda da imunidade, deixando os animais mais propensos a desenvolver outras enfermidades, como as infecções pulmonares.

Outra questão preocupante está no desenvolvimento de problemas reprodutivos decorrentes da condição corporal deficiente. Em muitos casos, as verminoses impedem que as vacas entrem no período do cio no momento esperado, colocando em risco a reprodução e a consequente viabilidade econômica do negócio.

Os períodos pré e pós-parto são ainda mais delicados, já que a fêmea adulta enfrenta naturalmente queda imunológica, fase em que a eliminação de ovos nas fezes pode ser potencializada, ampliando a contaminação do ambiente e a infestação do rebanho.

Um potencializador deste cenário é o hormônio ligado à produção do leite: a prolactina. Sua elevação, de acordo com estudos, pode estar associada ao aumento do parasitismo e também à diminuição da imunidade dos animais. Ou seja, fêmeas de alta produção leiteira estão mais suscetíveis aos efeitos patogênicos dos vermes durante o pico de lactação

Para frear a propagação dos parasitas, a utilização da eprinomectina é recomendada. Recém-lançado no mercado de saúde animal, Bullmax – da Vetoquinol Saúde Animal, uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo – tem esse ingrediente ativo na composição e proporciona, como diferencial, a carência zero do leite, possibilitando a ordenha logo após a aplicação, sem descartar o leite, item fundamental para manter a rentabilidade produtiva.

A solução mostra-se eficaz e rápida para solucionar as ocorrências de verminoses em vacas em lactação. Levantamentos recentes demonstram, inclusive, respostas de incremento de produção de leite em torno de 1,5 a 2 litros por vaca ao dia em fêmeas tratadas com este princípio ativo quando comparadas a vacas não tratadas. A união de carência zero com eficácia comprovada e rápida representam o ponto chave para o sucesso da pecuária leiteira no país.


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