CNI lança agenda para desenvolver bioeconomia

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Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançoum em evento na capital paulista, uma agenda para desenvolver a bioeconomia no Brasil. Para explorar o tema pouco conhecido no setor produtivo, o diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, disse que a bioeconomia consiste em uma ‘nova era industrial’ baseada em produtos, tecnologia e serviços biológicos nas áreas de saúde humana, biotecnologia e agronegócio.

 

Para cada um dos três tópicos foram feitas propostas específicas envolvendo a bioeconomia, com a modernização dos marcos legal e regulatório permeando todos os tópicos.

No caso da agenda para a biotecnologia industrial, os principais pontos são estabelecer uma macropolítica para os biocombustíveis no âmbito do governo federal que incentive a produção nacional, ampliar a divulgação sobre biotecnologia, tanto seus processos quanto seus produtos, para reduzir a imagem negativa dessa área da ciência e fomentar investimento privado.

A agenda da saúde humana prevê alinhar o marco legal e a atuação regulatória nessa área a fim de garantir a segurança e a eficácia dos produtos, além de modernizar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que tenha mais agilidade e regras claras, a fim de reduzir os custos das empresas no desenvolvimento de novos produtos.

Já a agenda para a produção primária busca ampliar o desenvolvimento de técnicas de melhoramento na produção de peixes e organismos marinhos com aplicação alimentícia e farmacêutica (biotecnologia azul), para garantir uma produção sustentável no que se refere à aquicultura, e incrementar o desenvolvimento de plantas, animais, bactérias ou fungos geneticamente modificados, utilizados como biorreatores na produção de novos bioprodutos em larga escala para diversos ramos da indústria.

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Dentre as aplicações de biorretores incluem-se a produção de proteínas de uso farmacológico e industrial expressas em tecidos vegetais, produção de enzimas de emprego industrial, fabricação de suplementos alimentícios e polímeros, como o colágeno, a seda da aranha e plásticos biodegradáveis.

A agenda lançada nesta quinta-feira está alinhada com o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, da CNI, que aponta caminhos que a indústria e o Brasil devem percorrer para aumentar a produtividade, a eficiência e a competitividade, respeitando critérios de sustentabilidade.

O 2º Fórum de Biotecnologia – Uma agenda para o Brasil – foi promovido pela CNI, em parceria com a Harvard Business Review Brasil (HBR-BR).

Desconhecimento
Levantamento apresentado durante o evento apontou que apenas 4% dos empresários brasileiros conhecem totalmente o tema da bioeconomia. Além disso, 62% disseram que não têm orçamento e planos para investimentos ou pesquisas em biotecnologia e só 9% pretendem investir mais de R$ 5 milhões nos próximos cinco anos.

A sondagem mostrou ainda que 41% dos entrevistados estimam que o Brasil levará mais de 12 anos para se tornar uma potência nessa área. Entre os principais fatores que desencorajam os investimentos, os empresários apontaram a falta de recursos humanos qualificados, leis confusas, infraestrutura básica precária e falta de investimento público em pesquisa e desenvolvimento. O levantamento, feito pela CNI em parceria com a HBR-HR, ouviu 369 empresários entre fevereiro e julho deste ano.

 

Fonte: CNI


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