Nova raça de bovinos é criada vizando modernização

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Raça Araguaia foi lançada oficialmente no ano passado. Genética engloba três raças e resulta em carne mais macia.

 

Lançada oficialmente no fim do ano passado, a raça bovina Araguaia está conquistando espaço em Mato Grosso. O engenheiro agrônomo e pecuarista, Raul Almeida Moraes Neto, investe nesta seleção faz 13 anos e os resultados já estão no mercado. “Já estamos comercializando sêmen, embriões sexados e prenhezes. Temos um rebanho de dois mil animais em Torixoréu (a 577 quilômetros de Cuiabá)”, afirmou.

A genética da Araguaia engloba as raças Blond D’Aquitane, Nelore e Caracu. “O resultado desta mistura é uma carne mais macia, saborosa e com pouca gordura”. A composição sanguínea dos animais Araguaia é de 62,5% (5/8) de raças tropicais adaptadas. Raul conta que a seleção é demorada e inclui o trabalho de vários profissionais como médicos veterinários, engenheiros agrônomos e vários outros.

A raça Araguaia se diferencia das demais por se adaptar ao ambiente quente e seco dos trópicos. Raul conta que a raça teve um desempenho superior na precocidade reprodutiva e de abate. “É um animal que apresenta grande índice de fertilidade de machos e fêmeas”.

As fêmeas apresentam habilidade materna e são bastante dóceis. Raul destaca ainda a rusticidade e resistência dos animais. “A precocidade produtiva e reprodutiva é muito importante economicamente para o criador. O resultando é uma relação excepcional entre custo e benefício”.

Segundo Raul, os pesquisadores conseguiram tirar o que há de melhor de cada raça envolvida nos cruzamentos. Outra característica marcante do Araguaia é a alta taxa de conversão alimentar. “Facilidade de parto, precocidade sexual e elevada taxa de fertilidade também fazem parte da lista de vantagens”.

Vantagens
-Animais com período de recria reduzido, o que aumenta a eficiência produtiva da propriedade, ou seja, produção de mais quilos de carne por hectare.

– Elevada relação custo/benefício: alta taxa de conversão alimentar e aproveitamento alimentar de pastagens secas, proporcionando ganhos de peso em pasto ou em confinamento e resultando maior rentabilidade.

– Animais rústicos e adaptados às condições dos cerrados de solos pobres e arenosos, clima seco e quente e períodos de secas prolongadas.

– Conformação de carcaça volumosa e moderna e carne de qualidade, com mais maciez, marmoreio e sabor.

 

Fonte: G1 MT – Elaine Perassoli


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