É preciso pensar no futuro da criação de zebu
A aproximação entre pecuaristas e indústrias, que se intensificou no ano passado, ainda não traz resultados para a cadeia, avalia o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Eduardo Biagi. ‘Até o momento é só retórica. As conversas estão sendo mais constantes, mas nada de concreto ocorreu. O Brasil é o único País que não tem um tipo padronizado de classificação de carcaça, por exemplo’, disse Biagi a jornalistas, nesta terça-feira, 16, em almoço de lançamento da 79ª Expozebu, que acontecerá entre 3 e 10 de maio em Uberaba (MG).
Segundo ele, a atividade cresceu nos últimos anos, mas é necessário ‘pensar no futuro’, ou seja, criar medidas para garantir o crescimento da pecuária brasileira. ‘A indústria tem que estar antenada com o produtor. O que vemos é a união da indústria, mas não dos produtores’, afirmou, ressaltando que as entidades dos criadores representam bem os associados, mas com atuação limitada regionalmente.
Para Biagi, o pecuarista precisa de incentivos financeiros para seguir na atividade. ‘Um garrote intensificado, por exemplo, quando é abatido, vale o mesmo que o boi velho. É necessário um prêmio pela qualidade de sua produção e isso não ocorre’, declarou. O presidente da ABCZ ainda fez críticas à logística e ao sistema de tributação do País, que, segundo ele, são entraves ao crescimento da pecuária nacional.
A 79ª ExpoZebu tem como tema ‘Zebu de ponta a ponta’ para mostrar a contribuição da raça na alimentação de qualidade da população brasileira e mundial. A expectativa é de que a feira movimente R$ 140 milhões, ante R$ 120 milhões na edição do ano passado.
Fonte: ABCZ

