Cargill defende mais transparência em negociações

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Uma das maiores empresas de negociação de commodities do mundo, pediu ao setor que se comprometa a ‘um senso de responsabilidade compartilhada’ para evitar a imposição de regulamentações como as experimentadas pelo setor bancário. Na Cúpula Global de Commodities do Financial Times, em Lausanne, na Suíça, Gregory Page afirmou que o processo de negociação de commodities enfrenta um problema de percepção. Segundo ele, muitas pessoas o enxergam como ruim e o associam à especulação e volatilidade.

 

‘Melhor do que a autorregulamentação é o próprio setor perceber que os nossos interesses de longo prazo – e os da sociedade – são atendidos com boa conduta e transparência’, assinalou o executivo. Page destacou que a volatilidade é positiva para o mercado, mas fez uma distinção entre isso e a ‘turbulência’, que leva a ‘reações de preço extremas’. Essas fortes oscilações de preços, juntamente com as consequências da especulação vistas durante a crise financeira, levaram ao descrédito das operações de commodities, segundo ele.

Em seu discurso no evento, Page também apresentou uma perspectiva positiva para a agricultura dos EUA, na esteira do boom do gás de xisto. Segundo o executivo, ‘a agricultura norte-americana vai se tornar mais competitiva’ com a queda dos custos de produção e transporte de alimentos decorrente de custos menores de energia. A regulamentação é uma das principais questões que estão sendo discutidas na conferência, com debates dedicados ao assunto nos próximos dias.

 

Fonte: Dow Jones.


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