Confinamento em MT cai 2,6% em 2012, diz Acrimat

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De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso, 792,8 mil animais foram confinados em 2012 ante 813,9 mil bovinos em 2011. 

 

O Estado de Mato Grosso, que reúne o maior rebanho comercial do País, reduziu em 2,6% o número de bois terminados em confinamentos neste ano. De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso, com base no terceiro e último levantamento de intenção de confinamento apurado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT), 792,8 mil animais foram confinados em 2012 ante 813,9 mil bovinos de 2011. O resultado ficou aquém do que era esperado em abril, quando a primeira pesquisa apontava intenção de confinar 929,9 mil cabeças, mas ficou acima do segundo estudo, divulgado em agosto, que apontava 740,422 mil bois terminados nesse sistema intensivo de engorda.

 

Para a Acrimat, esta mudança de planejamento dos pecuaristas é decorrente do preços dos grãos – principal insumo da alimentação de animais – e do mercado futuro de animais. “Confinar é negócio e por isso é preciso analisar a rentabilidade. Por um período acreditou-se que seria viável trocar o pasto pela ração, mas, depois, isso mudou e os custos aumentaram muito. Foi quando os produtores recuaram”, afirmou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, em nota. O custo do confinamento por dia passou de R$ 4,32 por animal em 2011 para R$ 5,28, alta de 22%.

 

Porém, a partir de agosto, com uma leve melhora dos preços do boi gordo no mercado futuro, alguns pecuaristas resolveram colocar alguns animais no cocho, o que, de certa forma, adiou a oferta de bois terminados e amenizou, em parte, a queda esperada para o ano. A evolução da participação dos animais confinados nos abates mato-grossenses foi gradativa, sendo que, em julho, 9% do total era de confinamento; em agosto passou para 26%; em setembro 35%; e, em outubro, dos 318 animais abatidos, 36%, ou 180 mil, estavam confinados.

 

Já com relação ao preço, devido ao menor volume de confinados no período de entressafra, a arroba variou positivamente na reta final, ou seja, nos últimos meses. Entre agosto e setembro a novembro, conforme dados do Imea/Acrimat, o valor aumentou 8%, passando de cerca de R$ 81 para R$ 88, em média. Entretanto, mesmo com a alta, a arroba não atingiu o patamar de 2011, quando em novembro o valor chegou a R$ 92.

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No mesmo tempo que o confinamento apresentou um recuo, os pecuaristas de Mato Grosso aumentaram a prática do semiconfinamento. “Como os custos são bem menores do que no confinamento, o pecuarista consegue engordar o boi mesmo na estiagem, suplementando a alimentação com ração no cocho”, ressaltou Vacari, no comunicado. O custo do semiconfinamento é cerca de 30% menor do que o sistema exclusivo à base de ração, sendo assim, se um animal confinado custa R$ 5,28 por dia ao pecuarista, o sistema de pasto mais ração sai em média R$ 3,6.

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo


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