Terremoto no Japão pode limitar demanda por commodities
A soja e o milho operam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago. O recuo vem frente ao terremoto que atingiu o Japão – o pior da história do país – que pode causar um desaquecimento dos investimentos em matérias-primas e também no crescimento global. O Japão é maior importador de milho dos Estados Unidos e o terceiro maior comprador de soja.
Assim como a soja e o milho, as demais commodities agrícolas também operam em queda. O trigo tem queda de mais de 20 pontos em Chicago, o café despenca mais de 600 pontos em Nova York, e os demais produtos também operam no vermelho.
O Banco do Japão se comprometeu a garantir a estabilidade financeira do país. O terremoto, de 8,9 graus na escala Richter, provocou um tsunami de 10 metros de altura que desvastou cidades e áreas agrícolas no norte e nordeste do país.
"As incertezas sobre a economia global incentiva os traders a reduzirem sua exposição ao risco e liquidar posições. Mas, ainda é cedo para dizer qual será o impacto sobre a economia global ou sobre a demanda de grãos", disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading. de Indiana (EUA).
Segundo Nobuyuki Chino, presidente da sede de Tóquio da Unipac Grain, o terremoto no Japão não deve causar um dano significativo na produção nacional de alimentos.
Por volta das 15h58 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja recuavam cerca de 24,50 pontos e os do milho, quase 20 pontos.
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

