Estudos para facilitar importação de milho

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Mapa estuda estruturas para facilitar importação de milho. Desde o ano passado, há pouco estoque interno do grão, o que elevou os custos da ração para a cadeia produtora de carnes.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta segunda-feira (13/6) que a pasta estuda “estruturas” para segurar a alta dos preços do milho no mercado interno. A saca de 60 quilos do cereal acumula só este ano valorização de mais de 40%. Além da menor produção na primeira safra (verão), exportações aquecidas de milho desde o ano passado reduziram a disponibilidade interna, elevando os custos da ração para a cadeia produtora de carnes. “Estamos trabalhando em estruturas, junto com o Ministério da Fazenda, para facilitar a importação no futuro”, disse o ministro durante jantar oferecido pela Sociedade Rural Brasileira (SRB).

De acordo com Maggi, a ideia é retirar taxas e facilitar os mecanismos para compra externa. Com isso, assegurou, os produtores serão desestimulados a segurar o grão à espera de cotações ainda mais altas. Numa espécie de “gatilho”, como exemplificou, as importações seriam acionadas em caso de alta expressiva do milho. A ideia, segundo ele, é ter tais “estruturas” disponíveis no ano que vem, quando, previu, os preços ainda deverão estar firmes. O ministro afirmou também que a pasta procura fazer com que os produtores se “interessem mais pelo milho de primeira safra”, com o intuito de estimular a produção.

Conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na semana passada, a produção na temporada 2015/2016 foi de 26 milhões de toneladas de milho de primeira safra (-12,8% ante 2014/2015) e de 50 milhões de toneladas na segunda, chamada “safrinha” (-8,4%).

Em relação ao seu primeiro mês à frente do Ministério da Agricultura, após saída da ministra Kátia Abreu, Maggi brincou que “ainda não deu tempo de esquentar a cadeira”, referindo-se aos compromissos que teve no período, incluindo uma viagem à China. Mas afirmou que recebeu a pasta “dentro da normalidade”. “Tivemos uma boa transição. A impressão que tenho é que teremos a oportunidade de fazer alguma coisa pelo setor.”

O ministro também comentou rapidamente sobre os recursos para o Plano Safra 2016/2017, anunciados ainda por Kátia Abreu no início de maio. “Estão bem ajustados. Conseguimos negociar emissões de LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) para os financiamentos”, disse. O Plano Safra 2016/2017 irá oferecer R$ 203 bilhões (+8%). No evento da SRB, Maggi será homenageado com a Medalha Mérito Rural 2016. No ano passado, o homenageado foi o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.


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