Alunos de escola pública de BH desenvolvem aquaponia
“Se em 2050 nove bilhões de habitantes do planeta não tivessem áreas agricultáveis, como iriam produzir alimentos?” A resposta para o desafio criou projetos de cultivo que vêm modificando a maneira como alunos do quinto ao nono ano de uma escola municipal de Belo Horizonte pensam o meio ambiente e a produção de alimentos.
A provocação partiu do monitor Walisson Aílton, e atendia uma proposta da direção da E. M. Adauto Lúcio Cardoso, que queria aproveitar um espaço de 20 metros inutilizado nos fundos da unidade.
Após uma hora de pesquisas, para a surpresa do monitor, o alunos apresentaram soluções de plantio como a aquaponia e a hidroponia. Juntamente com o professor coordenador Fábio Lopes, Walisson deu o pontapé inicial para que os alunos executassem o projeto dentro do Programa Escola Integrada (PEI) da rede municipal.
A escola forneceu todo o material para os alunos desenvolverem a horta da forma como a planejaram e idealizaram. No projeto, iniciado em fevereiro, estão envolvidos cerca de 15 integrantes de 10 a 15 anos. O PEI não divide os alunos por série, e sim por idade. “A intenção é proporcionar aos estudantes a oportunidade de participarem e aprenderem coisas novas, que normalmente não teriam a chance, tendo em vista que a maioria é carente de recursos”, conta Walisson.
Na primeira fase, foram plantados morango, almeirão, cebolinha e, em maior quantidade, alface. A colheita da primeira plantação foi o suficiente para abastecer a cantina durante todo o mês de novembro.
Hoje, os alunos contribuem com a própria alimentação, já que toda a produção é direcionada à cantina da escola – se houver excesso, os produtos podem ser divididos entre os estudantes. “O trabalho transformou uma área sem uso em um local agradável e produtivo que, além de trazer vida, pode ser utilizado como laboratório que envolve várias disciplinas”, afirma Walisson.
As atividades na horta empolgaram tanto os alunos que os jovens criaram uma empresa com logomarca, slogan, cartilhas e uma página nas redes sociais batizada como Círculos Aquapônicos. A empresa fez com que a escola se tornasse conhecida por ser a primeira da cidade a implantar um sistema de aquaponia, que hoje atrai o interesse de estudantes de outras unidades de ensino da capital mineira. Além disso, os moradores do entorno também podem visitar e conhecer o sistema.
As atividades do PEI não valem como nota, mas os estudantes, que antes não tinham tanta vontade de estar na escola, hoje demonstram empenho e dedicação. “Notamos que os alunos aumentaram muito o interesse em estudar, melhoraram o relacionamento com os colegas e estão se tornando líderes socioambientais”, ressalta Fábio.
Hoje, os alunos da Adauto Lucio Cardoso ministram palestras para difundirem seu trabalho em outras escolas da cidade. Um dos integrantes, Moisés Erivelton, de 11 anos, que pretende se tornar engenheiro agrônomo, gosta tanto do sistema de cultivo que espera que ele sirva de exemplo para outros estudantes.
Os alunos deram consultoria e iniciaram, em novembro, a implantação do sistema em outra escola da região, que deverá ser concluída até o dia 14 de dezembro. Por enquanto, os jovens agricultores só palestram para as unidades municipais. Mas, de acordo com o Walisson, algumas escolas estaduais de Belo Horizonte também se interessaram pelo projeto.
Em agosto, a Adauto Lúcio Cardoso adquiriu cerca de 100 alevinos de tilápia – um dos peixes mais usados em aquaponia por ser resistente. A expectativa é de que em seis meses estejam com 43 quilos de peixes.
Na segunda remessa do projeto, que vai acontecer após as férias de final de ano, os alunos pretendem dobrar a quantidade do primeiro plantio e vão acrescentar tomate, milho, mamão, pepino, manjericão, pimentão, pimentas e temperos.
Fonte REVISTA GLOBO RURAL
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