Acurácia das avaliações genéticas
A Acurácia (do inglês accuracy, também conhecida como repetibilidade da avaliação) de uma estimativa é uma medida da correlação entre o valor estimado e os valores das fontes de informação, ou seja mede o quanto a estimativa que obtivemos é relacionada com o “valor real” do parâmetro. Ela nos informa o quanto o valor estimado é “bom”, ou seja o quanto o valor estimado é “próximo” do valor real e nos dá a “confiabilidade” daquela estimativa ou valor. Se estimarmos o valor genético apenas pelo desempenho do próprio animal (em peso aos 365 dias por exemplo), o valor da acurácia será de 0,50 (para herdabilidade de 0,25), mas se a estimativa for baseada em 18 filhos (progênie) de um touro com uma amostra aleatória (tirada ao acaso) de vacas, a acurácia subirá para 0,74. Quanto mais informações tivermos a respeito de um touro, mais acurada, mais “confiável” a estimativa.
A acurácia, no entanto, não depende somente do número de filhos de um reprodutor que foram medidos, mas, principalmente do número de parentes medidos que esse reprodutor teve. Assim, é comum touros com menor número de filhos do que outros terem acurácias maiores, devido à contribuição de maior número de parentes na estimação de seu valor genético.
Um outro caso comum nas avaliações é a estimação de DEP´s para efeitos genéticos maternos igual a zero, com acurácia igualmente igual a zero, para touros que não tiveram nenhuma filha com descendentes na população. Às vezes tais touros podem ter centenas de filhos medidos, alta acurácia para efeitos diretos e nenhuma estimativa ou acurácia para efeito materno.
Este conceito de acurácia é muito importante para as decisões de um criador, pois indica o “risco” da decisão. Se o criador tiver um pequeno rebanho de alto valor genético, fica muito difícil utilizar-se um reprodutor cujo valor genético (DEP ou TA) tenha baixa acurácia, pois o valor estimado não é muito “confiável” e quando aumentarem as informações a respeito daquele reprodutor, por exemplo na próxima avaliação ou no próximo ano, aquele valor genético previsto poderá diminuir e o pequeno criador terá à venda então filhos de um touro inferior ao que ele achava que teria. Mas aquele valor poderá também subir e então o criador terá filhos de um bom touro. A acurácia nos informa em última análise a “segurança” que temos de que aquele valor estimado vá mudar ou não.
Mas se o criador tem um porte maior e gosta de correr riscos (e talvez ter maiores lucros), ele poderá investir adquirindo tourinhos (ou sêmen) com altos valores genéticos estimados e baixa acurácia, que em geral são mais baratos, e usar este material genético em uma parte de seu rebanho. Se o tourinho confirmar seu alto potencial e tiver maior acurácia na próxima avaliação, esse criador terá feito um bom negócio, mas se tiver um pior desempenho, só parte dos seus produtos será originária de touros “inferiores”. Mas altas acurácias só são conseguidas a partir de muitas informações a respeito do animal que está sendo testado, em geral obtidas a partir de muitos filhos e filhas do touro e isto significa mais tempo entre o nascimento desse reprodutor e seu uso no rebanho, o que aumenta o intervalo entre gerações e diminui o ganho genético por ano. Assim, usarem-se animais jovens, com baixa acurácia, pode aumentar o risco, mas se a avaliação estiver sendo bem feita, o mérito genético do rebanho como um todo cresce mais rapidamente do que se utilizar touros “provados”, com altas acurácias. A decisão é estritamente técnica e deve ser tomada caso a caso.
Autor: José Bento S. Ferraz
Fonte: Equipe BeefPoint
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