Adenium, a rosa do deserto

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Ela nasceu nos desertos africanos, ao longo do tempo precisou se adaptar ao clima adverso da região. Para poder suportar os longos períodos de estiagem, começou a fazer reservas de água e nutrientes no interior de seus caules. O resultado disso são suas formas exóticas e impressionantes, verdadeiras esculturas naturais decoradas com uma bela e exuberante floração! Seu nome não poderia ser mais sugestivo: rosa do deserto.

 

Conhecida também por adenium, lírio impala e desert rose, a rosa do deserto (Adenium obessum) é uma planta herbácea que pode ser cultivada em vasos, atingindo porte médio de 60 cm a 1 metro mas, se cultivada para crescer livremente direto no solo, pode alcançar até 3 metros de altura. Sua principal característica são os caules engrossados na base, a valiosa reserva de água e nutrientes.

 

Suas folhas são dispostas em espiral e reunidas nas pontas dos ramos. A bela e abundante floração apresenta-se em várias cores, que vão do creme ao vinho escuro, e surge na primavera, podendo estender-se durante todo o verão e até o outono, dependendo da região. O formato das flores é tubular, com cinco pétalas, que nos remete às flores da alamanda – que pertence à mesma Família.

 

Dicas de Cultivo:

 A rosa do deserto necessita de sol direto, pelo menos na metade do dia. Pode ser cultivada à meia-sombra, porém, o resultado não é tão satisfatório.

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Recomenda-se o cultivo em solo arenoso e bem drenado. A mistura de terra vegetal e areia em partes iguais é o substrato ideal.

 

Ela requer poucas regas, o ideal é regar apenas quando notar que o solo apresenta-se seco com a pressão dos dedos. A rosa do deserto não requer muita adubação, mas para estimular a floração, pode-se utilizar adubação orgânica.

 

Em regiões frias também é possível cultivar este espécie, lembrando, no entanto, que caso a temperatura fique abaixo de 10 graus C, as folhas cairão e a planta entrará em dormência aguardando a temperatura elevar-se.

 

Esculturas naturais:

 A dica para obter as formas esculturais na base do caule é a seguinte: a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos, deve-se levantar um pouco a planta, de forma a deixar a parte superior das raízes exposta. Não se preocupe, o procedimento não irá prejudicar a planta, pois ela irá enraizar normalmente.

 

Já para obter a floração intensa e exuberante, o segredo é manter a planta nutrida com uma adubação orgânica de boa qualidade.

 

Por seu formato exótico e peculiar, a rosa-do-deserto, assim como as orquídeas e os bonsais, atrai muitos admiradores. Em várias partes do mundo podemos encontrarcolecionadores e clubes de cultivadores que se dedicam a reproduzir esta espécie, aplicando todo o seu conhecimento na produção de plantas com caules extremamente esculturais, além muito decorativas em função da combinação entre formatos e florações impressionantes. Por esta razão, existem exemplares capazes de alcançar valores elevados no mercado, assim como ocorre com outras plantas como os bonsais.

 

Cuidados Especiais:

 Nunca regar a rosa do deserto a ponto de encharcá-la. Esse procedimento prejudica a planta em vários sentidos, além de favorecer a proliferação de fungos.

 

Se em sua região ocorrem invernos rigorosos, procure mudar o vaso da planta para locais protegidos durante a noite e, durante o dia, coloque-a onde possa receber bastante luz solar. Nestas regiões, não é aconselhável cultivá-la em áreas externas, especialmente onde ocorram geadas com frequência.

 

Ficha da Planta:

Nome Científico: Adenium obesum.

Outros Nomes: Adenium coetaneum.

Nomes Populares: Adenium, Rosa do deserto, Desert Rose, Lírio Impala.

Família: Apocinaceae.

Origem: Sul da África e Península Arábica.

Ciclo de Vida: Perene.

 

Fonte: Jardim de Flores.


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