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A força da mulher é peça-chave para o agronegócio

Por Ana Cristina Colla

 

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Para início de qualquer análise ou abordagem sobre a questão, é fato incontestável que a mulher do século XXI exerce cada vez mais influência e protagonismo em todos os ambientes em que atua. A despeito de todos os prejulgamentos em que ainda somos inseridas, inclusive de nós mesmas, o crescimento de nossa participação no mercado de trabalho e, especialmente, no agronegócio brasileiro, é notório, relevante, e vai além de uma questão numérica. 

Em um setor tradicionalmente conduzido, liderado e associado aos homens, há certos desafios que devem ser levados em conta, mas não precisam ser encarados como obstáculos impossíveis de serem vencidos, afinal, no contexto atual competência não é uma questão de gênero. Acompanhamos uma grande e constante transformação na forma como nos projetamos profissionalmente e isto demanda um exercício diário de coragem, desejo por conhecimento, vontade de ser melhor e o reconhecimento de valores capazes de reverter alguns estereótipos. 

Um dos primeiros cenários que precisamos mudar é o de que competência e capacidade só podem ser transmitidas através de uma figura masculinizada. Na verdade, as competências femininas e masculinas são complementares no mercado de trabalho. Uma mulher que se utiliza da sua feminilidade com sabedoria, pode colher bons frutos com este diferencial.

Entrando na área emocional, no que diz respeito à sensibilidade feminina, há alguns mitos a serem transpostos. O principal é o de que essa sensibilidade seja algo genuinamente ruim para o ambiente profissional. Na verdade, a sensibilidade é mais uma vantagem competitiva da mulher, visto que pode conferir a empatia, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro, analisar comportamentos e reações. Para a mulher, esta análise das pessoas ao redor é natural e sempre é utilizada, mesmo que inconscientemente. Esta é uma característica muito útil na resolução de conflitos, em negociações, em feedbacks e até mesmo para uma autoanálise.

Cabe ressaltar que, em nenhuma circunstância, estes apontamentos devem representar intransigência ou desequilíbrio nas relações profissionais. Do manejo de lavouras a funções administrativas, da gestão de fazendas aos cargos de diretoria, uma mulher competente, confiante em suas qualidades e consciente de seus desafios chega a qualquer equipe para somar e compartilhar o conhecimento que adquire ao longo de sua trajetória. Com base neste exercício de empatia e respeito, homens e mulheres, trabalhando juntos, fortaleceram ainda mais este setor fundamental para o desenvolvimento do País.

 

*Ana Cristina Colla é Diretora de Operações da ADAMA Brasil.

 

Eduardo Silva

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Eduardo Silva

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