lavoura de milho
A lagarta-do-cartucho continua sendo a principal ameaça às lavouras de milho no Brasil e pode reduzir a produtividade em até 60%. Os primeiros sinais incluem folhas raspadas, pequenos furos e presença de fezes próximas ao cartucho. Quando os danos chegam às espigas, o prejuízo já afeta não apenas a produção, mas também a qualidade dos grãos. O monitoramento constante e o Manejo Integrado de Pragas (MIP) são fundamentais para controlar a infestação no momento certo e evitar perdas significativas.
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A presença de espigas perfuradas e grãos danificados pode ser um importante sinal de alerta para os produtores. Em muitas propriedades, esses sintomas indicam o avanço da lagarta-do-cartucho, uma das pragas mais agressivas e economicamente relevantes da cultura do milho.
Mesmo sendo um problema conhecido há décadas, a lagarta-do-cartucho continua causando grandes prejuízos em diversas regiões produtoras. Sua capacidade de adaptação e reprodução rápida faz com que a praga permaneça entre os principais desafios enfrentados pelos agricultores durante todo o ciclo da cultura.
Segundo informações da Embrapa, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) é considerada a praga mais prejudicial para a cultura do milho no Brasil. O inseto pode atacar as plantas desde os estágios iniciais de desenvolvimento até a formação completa das espigas.
Esse comportamento aumenta significativamente o potencial de dano. Dependendo da intensidade da infestação e do momento em que ela ocorre, as perdas podem atingir até 60% da produtividade.
Além da redução no rendimento da lavoura, a praga compromete características importantes relacionadas à qualidade dos grãos, afetando diretamente a rentabilidade do produtor.
Em muitos casos, os agricultores percebem a infestação apenas quando os danos já estão visíveis nas espigas. Nessa fase, os impactos costumam ser mais severos.
A ação da lagarta-do-cartucho provoca perfurações nos grãos e compromete sua formação adequada. Além disso, as lesões criadas pelo ataque facilitam a entrada de fungos e outros agentes patogênicos, elevando os riscos de perdas qualitativas.
Outro fator preocupante está relacionado às condições climáticas. Em períodos mais quentes e secos, o ambiente torna-se ainda mais favorável ao desenvolvimento da praga, aumentando a pressão de infestação sobre as áreas cultivadas.
Em outras palavras, quando o produtor identifica danos avançados nas espigas, o problema já deixou de ser apenas produtivo e passa a afetar também o valor comercial da colheita.
O controle eficiente depende da identificação precoce dos sintomas. Por isso, o monitoramento constante da lavoura deve fazer parte da rotina de manejo.
Os primeiros indícios da presença da lagarta-do-cartucho costumam surgir de forma discreta. Entre os principais sinais observados no campo estão:
As lagartas jovens alimentam-se inicialmente da superfície foliar, provocando áreas raspadas e pequenas lesões.
Com o desenvolvimento da praga, surgem perfurações distribuídas pela estrutura foliar, principalmente nas folhas mais novas.
A presença de resíduos escuros próximos ao cartucho da planta é um dos indicadores mais característicos da infestação.
Nos estágios mais avançados, a praga alcança as espigas e passa a atacar diretamente os grãos, causando perfurações e deformações.
À medida que as lagartas crescem, elas passam a se abrigar em regiões protegidas da planta, especialmente dentro do cartucho.
Esse comportamento dificulta o contato dos produtos de controle com o inseto e reduz significativamente a eficiência das aplicações realizadas fora do momento ideal.
Por esse motivo, especialistas reforçam que esperar o aparecimento de danos severos pode aumentar os custos do manejo e diminuir os resultados obtidos no controle.
Como costuma ocorrer no campo, a praga não espera o agricultor tomar uma decisão. Quando ela encontra condições favoráveis, avança rapidamente.
Especialistas destacam que o combate eficiente à lagarta-do-cartucho depende da adoção de um programa estruturado de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Quando a Spodoptera já alcançou as espigas, parte das perdas econômicas já começou a ocorrer.
Por isso, a recomendação é agir preventivamente e investir em estratégias que reduzam a pressão populacional da praga ao longo do ciclo da cultura.
Monitoramento constante da lavoura
A observação frequente das plantas permite identificar os focos iniciais de infestação e tomar decisões mais rápidas.
Aplicações no momento correto
As intervenções devem ocorrer quando as lagartas ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento, período em que o controle apresenta maior eficiência.
Rotação de culturas
A diversificação das áreas ajuda a reduzir a sobrevivência e multiplicação da praga entre uma safra e outra.
Uso de biotecnologia
Materiais genéticos com tecnologias específicas podem contribuir para diminuir os danos causados pela infestação.
Respeito às janelas de uso
A adoção correta das recomendações técnicas é fundamental para preservar a eficiência das ferramentas disponíveis para controle.
A combinação entre monitoramento, manejo adequado e tomada de decisão rápida continua sendo o caminho mais eficiente para proteger a lavoura.
Quando os pilares do MIP são executados corretamente, os produtores conseguem reduzir significativamente os prejuízos causados pela lagarta-do-cartucho, preservar a qualidade dos grãos e manter elevados níveis de produtividade.
Em um cenário de custos cada vez mais elevados na produção agrícola, agir cedo contra a lagarta-do-cartucho pode representar a diferença entre uma safra rentável e uma colheita marcada por perdas evitáveis.
Imagem principal: Depositphotos.
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