São Paulo lança colheita do café

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São Paulo lança colheita do café em solenidade no maior cafezal urbano do país.

 

Foi realizado na quinta-feira, dia 8 de maio, no cafezal do Instituto Biológico (IB), pela nona vez consecutiva, o já tradicional evento “Sabor da Colheita”, que simbolicamente marca o início da atividade em todas as lavouras do Estado de São Paulo. Aberto ao público, o evento reuniu baristas, donos de cafeterias, produtores, torrefadores, representantes de cooperativas e do varejo e apreciadores de café. Localizado no bairro da Vila Mariana, próximo ao Parque do Ibirapuera e considerado o maior cafezal urbano paulista, ocupa uma área de 10 mil metros quadrados, onde são cultivados 1.536 pés das variedades Mundo Novo e Catuaí.

 

Em função da bianualidade da cultura, pois o café apresenta maior produtividade em um ano e, no ano seguinte, decai a safra, em média, cerca de 1 tonelada de grãos é colhida nesse cafezal, resultando, após seu beneficiamento, em aproximadamente 500 kg, os quais são doados ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Atualmente, seu propósito maior é didático, histórico e cultural, destinando-se às pessoas que desejam conhecer uma plantação de café, sua história e outras particularidades, além dos princípios das boas práticas agrícolas.

 

O “Sabor da Colheita”, além de ser um momento de congraçamento entre todos os profissionais do agronegócio café, também tem cunho educativo, e tem como objetivo divulgar a história do café e o processo de produção da lavoura à xícara. É uma iniciativa que também pretende resgatar a importância deste cafezal, que tem uma ‘irmandade’ com o vinhedo de Montmartre, igualmente localizado no centro de uma grande metrópole: Paris. Assim como em São Paulo é promovido, no Instituto Biológico, o evento para comemorar simbolicamente a colheita de café no Estado, a confraria Commanderie de Clos de Montmartre comemora, em Paris, a colheita de uvas na França.

 

DESTAQUE NA HISTÓRIA

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Segundo a secretária estadual de Agricultura e Abastecimento, Mônika Bergamaschi, a cafeicultura, em toda a sua trajetória, ocupa lugar de destaque na história de São Paulo. E destaca a importância da pesquisa científica paulista para o desenvolvimento da cafeicultura no país: “Foi para conduzir estudos com o café que surgiu a mais antiga instituição pública de pesquisa do estado, o Instituto Agronômico, fundado em 1887 por D. Pedro II. As variedades de café arábica desenvolvidas pelo IAC estão presentes em 90% das plantações de café do Brasil, e os estudos estão orientados para a obtenção de cafés de qualidade elevada, de sabor aveludado, aroma marcante e retrogosto acentuado”.

 

A secretária esclareceu, ainda, que o próprio Instituto Biológico, cujo cafezal é palco, todos os anos, dessa abertura simbólica da colheita do café, nasceu por conta da broca do café, uma praga que, na época, começou a atingir as plantações do estado.

 

“São Paulo é o terceiro maior produtor de café do País, e se considerada apenas a variedade arábica, é o segundo maior. O café está entre os sete produtos com maior valor de produção agropecuária do estado e gera milhares de empregos. Ele influenciou e influencia de forma decisiva não só os aspectos econômicos, mas também os sociais e culturais de nosso estado. Não é por acaso que dois ramos de cafeeiro frutificados circundam o escudo do brasão paulista”, acrescentou Mônika Bergamaschi.

 

QUALIDADE

Nathan Herszkowicz, presidente executivo do Sindicafé SP e diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), lembra que, sendo a terceira maior cafeicultura do Brasil, São Paulo é responsável por cerca de 8% da safra brasileira de café e tem um peso bem menor do que tinha no século passado, quando foi o maior produtor de café do Brasil e do mundo. Entretanto, ressalta, “isso fez com que as propriedades cafeeiras nas regiões, principalmente da Mogiana e do centro-oeste do estado, sejam tradicionais, de famílias que cultivam o café, às vezes, por gerações, com infraestrutura apropriada. Quem deveria ou queria abandonar atividade já o fez”.

 

Para Herszkowicz , é importante destacar que os cafeicultores paulistas têm vocação para a atividade e “sabem como tirar do cafeeiro a melhor qualidade possível , que dão sustentação e suporte a uma safra média em torno de 4 milhões de sacas destinadas à exportação e à indústria de torrefação, que disputa toda a produção dirigida ao mercado interno, além  dos cafés de alta qualidade para preparação de cafés gourmet, principalmente os provenientes da região da Alta Mogiana”.

 

De acordo com Celso Vegro, pesquisador científico do Instituto de Economia Agrícola, em termos de produção São Paulo, que já foi o maior do País, hoje está atrás de Minas Gerais e Espírito Santo. Entretanto, acentua, “o maior porto de exportação do café continua sendo Santos, responsável por mais de 80% dos embarques. Além disso, o maior número de torrefadoras está em São Paulo, responsável por 40% de todo o consumo nacional de café. Então, o agronegócio do café também é paulista, embora o estado não seja mais líder da produção. Seu mapa produtivo foi substituído pela cana-de-açúcar, pela citricultura e pela pecuária”.

 

Fonte: Equipe SNA/SP.


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