Agro brasileiro: Sustentabilidade é prioridade do setor

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Agronegócio brasileiro precisa mostrar ao mundo que sustentabilidade é prioridade do setor.

Mundo PÓS-COVID priorizará no consumo de alimentos a tríade saúde, sanidade e proteção ambiental.

O agronegócio brasileiro é altamente competitivo mundialmente por diversos motivos, entre os quais, o uso da tecnologia em toda a cadeia produtiva, as questões naturais, com solo fértil, clima favorável e água em abundância, a estrutura de financiamento que possibilita o crédito para todos os produtores, e principalmente, as pessoas que trabalham para o segmento no Brasil, que buscam atender as demandas por alimento no país e no mundo. Mas, para manter essa competitividade, o agro precisa mostrar para as sociedades globais que a sustentabilidade ambiental é prioridade no setor, assim como sua capacidade de garantir a segurança alimentar e do próprio alimento.

Essa foi uma das conclusões do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado no formato online, nesta segunda-feira (03). O tema central do encontro promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3, a bolsa do Brasil, foi Lições para o Futuro.

Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, afirmou em seu discurso na solenidade de abertura que o período PÓS-COVID 19 já mostra os sinais de uma realidade que priorizará a saúde, a sanidade e a sustentabilidade. “Também na esteira da saúde a luta contra a poluição, que em síntese tende a acelerar no mundo a economia verde, de baixo carbono na lógica da economia circular. Isso abre ao Brasil e ao mundo portas oportunas de um novo paradigma de desenvolvimento, numa visão moderna e socialmente mais justa e integrativa”.

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, – que participou da abertura com vídeo gravado – ressaltou que o Brasil é uma potência no agro, mas também na área ambiental, porque consegue desenvolver e preservar de forma constante e contínua. “Estamos batendo recordes nas safras de grãos, melhorando nossa pecuária, diversificando nossos produtos, ao mesmo tempo, diminuindo o uso da terra e aumentando a produtividade”, disse. Ela ainda acrescentou a importância da tecnologia desenvolvida no país, a partir da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que é voltada para o solo e o clima tropical do país. E, isso contribui para o abastecimento de mais de 200 países e a abertura apenas neste ano de 70 mercados. “Teremos um mundo mais exigente em sanidade, em sustentabilidade. Assim, temos que exercitar a sustentabilidade, aquilo que sabemos fazer. Por isso, neste ano, quando estávamos construindo o Plano Safra, fizemos a questão de inserir recursos para os diversos programas que priorizam a sustentabilidade”.

O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual coordenador do GVagro da FGV, resumiu o debate do evento online, afirmando que a pandemia agilizou o processo tecnológico e científico, visto pela maior conectividade e digitalização. “O evento convergiu para dois temas centrais: a segurança alimentar e do alimento e a sustentabilidade”, disse.

No caso do primeiro tema, o mundo vai proteger a agricultura, podendo criar mecanismos de protecionismo que podem perturbar o comércio global. “Precisamos ficar atentos”, ressaltou. Já o segundo aspecto, Rodrigues avaliou a importância de eliminar a divisão entre produtores e ambientalistas. “O Código Florestal é fundamental para todos nós. Ele não prejudicou nem auxiliou excessivamente nenhum dos dois lados. Precisamos acabar com essa diferença, por meio da ciência, tecnologia, racionalidade e política. O Brasil tem potencial agrícola e ambiental e elas precisam estar unidas, serem únicas, caminhando nessa direção. Ou seja, garantindo a segurança alimentar com sustentabilidade”.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, reforçou na solenidade de abertura – também em vídeo gravado – as ações da pasta para melhorar a infraestrutura, possibilitando uma melhor e maior escoamento da safra. Entre as iniciativas estão: o aumento da oferta ferroviária, com investimentos de R$ 40 bilhões nos próximos anos, objetivando dobrar a matriz. A desestatização de portos para aumentar a capacidade portuária e melhorar o embarque dos produtos; e a ampliação da pavimentação de rodovias nacionais. Todas as essas ações, segundo o ministro, vão permitir, por exemplo, ter uma repercussão no frete pago pelo setor. Em média, neste ano, houve uma queda de 13% no custo do frete.

Já o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, – também em vídeo gravado – falou sobre o momento ímpar vivenciado pela estabilidade econômica, manutenção da inflação sob controle e dos juros baixos. A B3 tem a missão de desenvolver o mercado e a economia, oferecendo ferramentas de gestão de risco e de crédito. “Assim, estamos levando o setor financeiro para o campo. Continuamos dedicados em ampliar o setor no mercado financeiro para que ele reflita de fato o agro nacional”, disse o CEO, que comentou sobre o trabalho que está sendo realizado pela B3 para o lançamento de um contrato de soja futuro, que será acessível ao produtor rural, cooperativas e traders globais.  A abertura do evento também contou com os pronunciamentos gravados do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira; e do deputado Federal e do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira.

FONTE: DATAGRO.


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