Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres
A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o fenômeno
Nasa divulgou na quarta-feira fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março. “Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres”, afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. “Isso é algo inesperado e um mistério para nós.”
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.
As principais missões espaciais de 2015
Chegada a Plutão
Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão quando a sonda New Horizons (Novos Horizontes, em tradução livre) foi lançada pela Nasa, em 19 de janeiro de 2006, para estudá-lo. A New Horizons chegará ao seu destino em julho e fará as primeiras fotos in loco de Plutão e de Charon, a maior lua desse planeta anão. Esse objeto é tão grande em comparação com Plutão (tem cerca de metade de seu tamanho), que alguns pesquisadores preferem considerá-los como um sistema planetário duplo.
“A resolução das imagens da New Horizons serão melhores que as melhores fotos tiradas pelo telescópio Hubble. No momento da maior aproximação, as imagens da New Horizons terão a resolução de uma aproximação de cerca de 100 metros. Assim, objetos do tamanho de uma bola de futebol serão vistos. Pela primeira vez, Plutão e seus satélites serão mostrados em toda a sua complexidade e diversidade e deixarão de ser apenas pontos de luz, que é a forma como os telescópios os veem”, diz o astrônomo Hal Weaver, cientista responsável pela missão New Horizons e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Em seguida, a New Horizons viajará para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois de Plutão. Nesse Cinturão existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Esses pequenos planetas são importantes por tratar-se de relíquias de mais de 4 bilhões de anos. A viagem ao Cinturão de Kuiper, no entanto, está prevista para o período entre 2016 e 2020.
Fim da Missão Rosetta e o despertar do Philae
A sonda Rosetta, que liberou o módulo Philae para o pouso no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko em novembro de 2014, continuará em atividade em 2015. Ela acompanhará a trajetória do cometa rumo ao Sol, registrando a formação de sua cauda e as diferentes densidades da poeira que esse corpo vai liberar conforme se aquece.
No plano original da missão, 2015 também seria um ano de trabalho duro para o Philae, o robô dotado de sensores para detectar a composição da atmosfera do cometa, câmeras para imagens de alta resolução e ferramentas para medir a densidade, temperatura e propriedade mecânicas da superfície do 67P. O pouso do Philae, no entanto, não saiu como o planejado. O robô estacionou em um lugar sem luz solar, essencial para recarregar suas baterias, e entrou em modo de hibernação apenas 60 horas depois de aterrissar no 67P.
De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), antes de a bateria acabar, o módulo conseguiu enviar à Terra os dados colhidos na superfície do corpo celeste. A esperança dos cientistas é que, conforme o 67P se aproxime do Sol, o Philae receba mais luz solar e saia do modo de hibernação por volta de março. Se o Philae despertar, os cientistas podem tentar refazer algumas medições que parecem não ter dado certo, como a ferramenta de perfuração.
Além disso, os dados já enviados pelo robô ainda estão sendo analisados pelos cientistas, e mais novidades podem estar a caminho. Informações sobre as moléculas orgânicas encontradas no cometa, por exemplo, ainda não foram divulgadas. Até agora, o que se publicou é que a água do 67P não se parece com a da Terra.
Gêmeos na Terra e no espaço
Saber os efeitos do espaço sobre o corpo humano é essencial para o planejamento de missões até pontos mais distantes do Universo. Para ajudar nessa pesquisa, dois irmãos gêmeos se voluntariaram e, com ajuda da Nasa, participarão de um estudo inédito.
A partir de março, o astronauta Scott Kelly passará um ano no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), na missão mais longa já realizada pela Nasa, enquanto seu irmão, o astronauta aposentado Mark Kelly ficará na Terra, para efeitos de comparação.
O ambiente em que Mark viverá, é claro, não é exatamente igual às condições da ISS. Mark se recusou, por exemplo, a passar todo esse tempo ingerindo apenas comida de astronauta aqui na Terra. Por isso, os pesquisadores ainda não sabem quais resultados serão obtidos, mas acreditam que a possibilidade de estudar a genética nessas condições pode levar, inclusive, a avanços científicos que beneficiem uma porcentagem maior da população, além dos astronautas.
Ondas gravitacionais
A sonda LISA Pathfinder, da ESA, será lançada durante o ano de 2015 para testar alguns instrumentos necessários para o desenvolvimento futuro de um detector de ondas gravitacionais.
Essas ondas, previstas pela Teoria da Relatividade de Einstein, se formam em grandes eventos espaciais, como a união de duas estrelas de nêutrons (um dos possíveis estágios finais da vida de uma estrela), de forma que detectá-las seria uma nova forma de estudar o Universo.
Em busca de asteroides
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Esses dados ajudarão os cientistas a entender melhor a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o primeiro asteroide, Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela deve chegar ao Ceres em 1 de fevereiro de 2015, onde ficará por cinco meses. A missão acaba oficialmente em julho, mas a sonda continuará na órbita de Ceres depois disso.
Preparação para Marte
Os futuros colonizadores de Marte começarão a ser treinados em 2015. É o que promete a fundação privada Mars One, que planeja enviar o primeiro grupo de pessoas ao planeta vermelho em 2024, em uma expedição só de ida. Apesar de todo o descrédito com que o projeto foi recebido pela comunidade científica, mais de 200 000 voluntários se inscreveram para participar da missão, dos quais 10 289 são brasileiros.
A ideia é que a cada dois anos uma nova equipe seja enviada, e que todos participem de um “reality show” que deverá mostrar a vida fora da Terra. O Mars One tem Gerard’t Hooft, holandês ganhador do Prêmio Nobel, como um de seus apoiadores.
Reconexão magnética
Em março de 2015, a Nasa vai lançar a missão Magnetospheric Multiscale (MMS), composta por quatro sondas idênticas, que vão orbitar a Terra para estudar um fenômeno ainda pouco compreendido pelos cientistas, chamado de reconexão magnética. Ele ocorre apenas com o plasma, um conjunto de partículas positiva e negativamente carregadas que compõe a maior parte do Universo observável.
A reconexão magnética acontece quando as linhas de campo magnético se cruzam e liberam uma grande quantidade de energia. É um processo fundamental do Universo, que direciona a energia armazenada em campos magnéticos e a converte em calor e energia. O melhor local para observar esse fenômeno é nos arredores da Terra.
No lado do planeta iluminado pelo Sol, a reconexão pode unir as linhas de campo magnético do Sol com as da Terra, permitindo que matéria e energia da estrela cheguem ao planeta. Já na face onde é noite, acredita-se que o fenômeno ajuda na formação das auroras boreal e austral.
De olho nos ventos
O satélite ADM-Aeolus, previsto para ser lançado em 2015 pela ESA, vai monitorar os ventos ao redor do globo. Os dados coletados por ele devem melhorar a compreensão sobre os sistemas climático da Terra e os fatores que os influenciam, assim como melhorar os modelos de previsão do tempo.
Fonte:veja.com
Fonte:imagem: Imagem do planeta anão Ceres feita em 19 de fevereiro pela sonda Dawn (NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/VEJA)
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