Armazenagem de grãos no PR
Grupos de investimento são alternativa para ampliação da armazenagem no PR.
Estrutura para estocagem depende de financiamento elevado, o que dificulta viabilidade para áreas pequenas e médias, que predominam no estado Como a produção de grãos alcançada em áreas de menos de 100 hectares não viabiliza a construção de armazéns de médio porte, a saída para a agricultura familiar do Paraná tende a ser a formação de grupos de investimento.
A alternativa foi apontada pelo Ciclo de Palestras Informação e Análise do Agronegócio, nos debates realizados em Londrina e Maringá, nesta semana. Para o analista e técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Eugênio Stefanelo, um dos palestrantes do Ciclo, “é impossível que um produtor [com áreas pequena ou média] consiga pagar a estrutura com R$ 2 por saca [valor que economizaria com armazenagem própria]”.
O especialista apresentou dados que mostram que uma estrutura para estocagem de 1,8 mil sacas de 60 quilos, produção de cerca de 30 hectares, demanda investimento em torno de R$ 200 mil, prevendo somente a compra de equipamentos de pré-limpeza e obras civis. Isso considerando a produtividade média de soja do estado de 55 sacas por hectare. Além do custo elevado, os equipamentos levam de três a quatro meses para a entrega, destacou o representante do Banco Regional do Extremo Sul (BRDE), Sérgio Hekave.
Um dos entraves está na liberação dos recursos financiados pelo Plano de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Dos R$ 5 bilhões previstos no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14 para financiar a construção de armazéns, somente cerca de 1% foi liberado até novembro, conforme o governo federal. Próxima etapa A última etapa do Ciclo de Palestras de 2013 ocorrerá em Curitiba, dia 12.
As palestras são realizadas pelo núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). O patrocínio é do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e Perfipar e o apoio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Fonte: Conab.

