Venda da safra de milho no MT
A comercialização do milho 2012/13 em Mato Grosso alcançou 43,3% das 17 milhões de toneladas previstas. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou, esta tarde, avanço de 7,1 pontos percentuais em relação a junho. Apesar disso, há um atraso de 21,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando já era registrado 64,5%.
O Imea destacou que “o baixo preço do milho, que se apresenta neste mês em média R$ 5,00/sc mais baixo que os praticados em julho de 2012, tem favorecido o ritmo lento das negociações, com produtores na esperança de obter suporte nos leilões do governo para reduzir possíveis prejuízos. O aumento da oferta do grão em detrimento do avanço da colheita, que já atinge 39,5%, do total de três milhões de hectares no Estado, dificulta aumento de cotações”.
O instituto acredita que a comercialização pode ser alavancada em breve. “Daqui pra frente, com o ritmo acelerado da colheita e, consequentemente, maior disponibilidade do cereal para as negociações, o ritmo da comercialização tende a se intensificar um pouco mais. Enquanto isso, no âmbito internacional, as lavouras de milho norte-americanas seguem com bom desenvolvimento, 68% em boas e excelentes condições, segundo o USDA (Departamento de Agricultura Americano), estimulando ainda mais as pressões sobre os preços do milho”.
Conforme o Imea, o mercado interno do milho mato- grossense vem tendo uma forte desvalorização. Na segunda semana de julho apresentou recuo de 35,6% em suas cotações se comparado ao mesmo período de 2012. “Na última semana, o milho encerrou com médias de R$ 11,51/sc no Estado, com algumas praças registrando preços próximos a R$ 10/sc, como Diamantino e Nova Mutum. Isso reflete na sua comercialização, que se apresenta retraída”.
O instituto destacou que “no ano passado, as mínimas não eram menores que R$ 16,00/sc no mesmo momento, preço que não é registrado nem em Rondonópolis, onde apresenta as maiores cotações do Estado, com médias de R$ 14,80/sc na última semana. Dentre os fatores responsáveis pelo recuo, está o avanço da colheita, que atingiu 39,5% no Estado, com a região do médio-norte apresentando os maiores índices de colheita, 58,1%”.
Fonte: Agronotícias

