Preço do frango vivo não reage

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Quando junho corrente começou, o frango vivo comercializado no interior de São Paulo voltou a registrar desempenho que não era observado há mais de um ano: passou a alcançar valor médio inferior ao do mesmo mês do ano anterior. E ontem, 11, ao iniciar a sétima semana sem qualquer alteração de preço, passou a registrar cotação inferior ao do mesmo dia do ano passado – uma ocorrência que não era observada há pelo menos 11 meses.

 

Sim, foi em meados de julho de 2012, em continuidade a um primeiro semestre extremamente sofrido, que o frango vivo enfrentou pela última vez cotação negativa em relação ao mesmo dia de 2011. A partir de então passou a apresentar evolução positiva – não porque obtivesse uma valorização natural, mas porque era indispensável repassar ao produto os aumentos de custos enfrentados com a elevação de preços do milho e do farelo de soja.

 

Por sinal, essas elevações de preços foram tão graves que o setor – sem capital de giro e sem crédito – foi forçado a reduzir de forma significativa seu ritmo de produção. Daí a forte valorização – desta vez natural, pois influenciada pela menor oferta – no final de 2012 e primeiros dias de 2013, ocasião em que o produto chegou a apresentar variações de mais de 100% em relação ao ano anterior.

 

Mas isso teve curtíssima duração, não foi além da primeira semana de 2013. Pois a partir daí instalou-se um processo de deterioração de preços que, menos de seis meses depois, faz com que o frango vivo valha, nominalmente, apenas 60% do valor alcançado no começo do exercício.

 

Pior, porém, é estar sendo comercializado no momento por um valor 2,7% inferior ao de um ano atrás – recuo aceitável em uma economia estável, mas não em um mercado que acumula em 12 meses inflação de 6,5% e, menos ainda, para um produto cujo principal insumo, o milho, tem preço cerca de 12% superior ao de um ano atrás.

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Mas se alguém do setor ainda julga que as perdas são irrelevantes, então talvez seja oportuno retroceder não apenas um, mas quatro anos – a junho de 2009, quando o frango vivo era comercializado por R$1,90/kg e a saca de milho valia R$22,75. Pois bem: nos 48 meses decorridos desde aquela ocasião, a inflação acumulada (medida pelo IPCA) chega a 25%, o milho aumentou 23% e o frango é remunerado por um valor nominal 5% inferior.

 

Fonte: Avisite


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