Genética quantitativa

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Autor(es): Mônica Corrêa Ledur ; Jane de Oliveira Peixoto 

A teoria da genética quantitativa é a base para o melhoramento genético tradicional, fundamentado na seleção dos melhores indivíduos, utilizando para isso informações fenotípicas do próprio animal e de seus parentes. Essa seleção é realizada sem o conhecimento do número e do efeito dos genes que atuam na determinação das características de interesse. Essa abordagem tem assegurado ganho genético contínuo em todas as características de produção em aves.

A genética quantitativa é a parte da genética que estuda as características quantitativas, enfatizando sua herança e os componentes determinantes de sua variação. As características quantitativas são controladas por vários genes, cada um com efeitos relativamente pequenos e são muito influenciadas pelo ambiente, apresentando variações contínuas dentro das populações. Em geral, a maioria das características de importância econômica são quantitativas. Como exemplo podem ser citadas as características: peso aos 42 dias de idade, conversão alimentar, rendimento de carcaça, entre outras. Devido a esse comportamento, tais características são estudadas em nível de população, por meio de parâmetros como média, variância e desvio-padrão. Dessa forma, podem ser estimados parâmetros genéticos essenciais para o uso em programas de melhoramento, como herdabilidades, correlações genéticas e ganhos genéticos. A herdabilidade é a proporção herdável da variabilidade total da característica, a correlação genética mede o grau de associação genética entre duas características e o ganho genético exprime o avanço decorrente da seleção para uma característica na geração seguinte em relação à população original.

No processo de seleção das melhores aves para características quantitativas de interesse, utiliza-se um modelo genético que considera que o fenótipo observado é resultado da ação de fatores genéticos, fatores ambientais e da interação entre os componentes genéticos e ambientais. Assim, o desempenho produtivo de uma raça ou linhagem é determinado pela sua constituição genética somada ao meio ambiente em que é criada. Por meio ambiente entende-se não só o local onde o animal é criado, mas também a nutrição, a sanidade e o manejo geral que lhe é imposto.

As taxas de ganho genético que foram e ainda estão sendo obtidas em programas de melhoramento genético, demostram claramente o poder do uso da genética quantitativa na seleção. Porém, o conhecimento sobre as regiões genômicas que controlam as características de interesse na avicultura vem aumentando drasticamente, o que possibilitará, nas próximas décadas, a complementação dos métodos tradicionais de melhoramento, visando ganhos genéticos adicionais. Para que isso ocorra há a necessidade de maior integração entre a genética molecular e quantitativa no melhoramento animal.

fonte:http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/frango_de_corte/arvore/CONT000g2g95k4602wx5ok0ghx3a9mlxjauh.html


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