Seca no Centro-Oeste prejudica a safra de soja

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A escassez de chuvas na região Centro- Oeste do país, com destaque para os Estados de Mato Grosso do Sul e Goiás, deve reduzir a produção nacional de soja estimada para a safra de 2014. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a previsão inicial era de que fosse produzido 90 milhões de toneladas no país, um crescimento de 10,5% frente a 2013.

 

No entanto, em algumas regiões do Centro-Oeste não chove há mais de 30 dias e os produtores contabilizam que a produtividade será 10% menor do que o esperado. Em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul, as perdas já chegam a 30%.

 

A previsão inicial que era de 294 milhões de toneladas caiu para 205 milhões de toneladas. “Na região Norte do Mato Grosso do Sul, como em São Gabriel, ainda se fala em super safra da soja para este ano, mas, no chamado Cone Sul, como Rio Brilhante e Douradina, já se perdeu 30% da produção.

 

É algo que não tem volta, mesmo após a chuva que aconteceu na última sexta-feira”, revela Maurício Saito, presidente da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso do Sul). Segundo Saito, em função do aumento da área de plantio em 10%,a estimativa era adéqüe o estado produzisse 6,5 milhões de toneladas de soja.

 

No entanto, com a seca, a produção deve ser a mesma do ano passado, em torno de 5,8 milhões de toneladas. Em Goiás, os produtores já falam em perdas diárias de 10% devido à estiagem. A falta de chuvas também a bala as plantações na Bahia e no Tocantins. “Em regiões do Sudoeste de Goiás, principal área produtora do estado, há áreas com 30 dias sem chuva e as temperaturas estão a cima de 35 graus.

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As perdas são consideráveis para os produtores, já que o tempo quente e seco acaba comprometendo e apressando a colheita”, afirma Bartolomeu Braz, presidente da Aprosoja-GO. O produtor conta que mais ao centro e a leste de Goiás a situação é um pouco melhor, já que não chove há 15 dias.

 

“Ainda assim é preocupante. Especialmente porque 90% da produção não é irrigada, isto é, está a céu aberto e depende da chuva”, defende Braz, que diz que o último levantamento técnico da Aprosoja-GO revelou que 10% dos ,8milhões de toneladas de soja previstos estão perdidos.

 

No maior produtor nacional do grão, o Mato Grosso, as e visões de que 2014 será o ano da super safra no Brasil e na região se mantêm. Diretor técnico da rosoja-MT, Nery Ribas garante que, no estado, as perdas em função das condições climáticas se reduzem a 2% e estão dentro “Aqui nós temos a soja super precoce, que está num ensaio de colheita, mas dentro do esperado.

 

Tivemos alguns problemas com chuva, mas que só atrasaram um pouco a semana da colheita e não afetou a produção”, afirma Ribas, que destaca que a previsão de produção na região chega a 25 milhões de toneladas.

 

“O quente da colheita é entre o fim do mês de fevereiro e início de março. Até lá, esperamos que tudo ocorra bem”, diz ele, receoso de que o tempo seco chegue até os campos do Mato Grosso. No Sul do país, a situação também está sob controle — pelo menos é o que mostraram os meses de dezembro e, agora, janeiro.

 

Mas, segundo a consultora de grãos da MBA Agro, Ana Menegatti, o momento é ainda de alerta, já que o sul pode sofrer com estiagens este ano. “É comum em anos ditos normais, sem a influência dos fenômenos LaNiña e El Niño, termos o clima mais sujeito a estiagens. Mas,até agora, a lavoura de soja está em bom desenvolvimento nos estados do Sul.Há perdas,mas nada que tenha causado uma grande preocupação com relação à safra”, analisa Menegatti.do esperado.

 

Fonte: Jornal Brasil Econômico/SP.


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