Emater-MG: Projeto de adequação ambiental

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Emater-MG treina técnicos para ampliar projeto de adequação ambiental

 

Equilibrar rentabilidade, respeito à legislação trabalhista e sustentabilidade ambiental é o objetivo de uma iniciativa que vem tendo ótima acolhida em várias regiões de Minas Gerais. O Projeto de Adequação Socioeconômica e Ambiental das Propriedades Rurais já realizou, desde 2012, diagnóstico e planos de adequação de 500 propriedades rurais no Estado. “A meta é chegar a mil propriedades avaliadas, até o final de 2013”, afirma o coordenador Marcelo Martins, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

 

Para ampliar o alcance do projeto, a Emater-MG realiza uma série de treinamentos para técnicos de vários municípios.

 

“A meta era capacitar 240 técnicos e tivemos uma demanda de 311 inscritos, o que foi um problema bom, pois tivemos que buscar mais recursos para treinamento. Isso demonstra o interesse que o projeto vem despertando”, afirma Martins. O projeto é um sistema integrado para avaliação do desempenho econômico, social e ambiental da propriedade. Depois do diagnóstico, é apresentado um plano de adequação à legislação ambiental, o que, no final das contas, vai auxiliar a gestão das atividades rurais.

 

O presidente da Emater-MG, José Ricardo Roseno, destaca que, além de avaliar o resultado dos impactos da ação humana no meio ambiente, a metodologia é importante para orientar a ação dos extensionistas nas propriedades estudadas. “O primeiro ano de implantação do projeto foi muito positivo. Agora, em 2013, estamos consolidando seus resultados”, afirma.

 

São avaliados 23 itens, num sistema chamado de Indicadores de Sustentabilidade em Agrossistemas (ISA). A análise abrange desde a rentabilidade do negócio, seu sistema de gerenciamento, a qualidade do solo e da água na propriedade, a diversificação de atividades produtivas, até o estado de conservação da vegetação nativa. São atribuídas notas de 0 a 1, sendo 0,7 o valor de referência de um bom desempenho ambiental, social e econômico. A nota final de cada propriedade é resultado da média desses quesitos.

 

Além da coleta de informações no campo, com a aplicação de questionários, o sistema de avaliação de desempenho das propriedades rurais conta, ainda, com a utilização de uma base de dados com imagens de satélite.

 

A iniciativa tem como objetivo orientar os produtores para a adequação de suas propriedades, mantendo o equilíbrio entre rentabilidade financeira de sua atividade, com respeito à legislação ambiental, e adoção de práticas ambientais sustentáveis. Mas o projeto tem como foco não apenas aspectos ambientais, mas também sociais e econômicos. “Ao integrar esses três itens, o projeto pretende conscientizar os agricultores familiares sobre as vantagens de manter uma propriedade sustentável”, ressalta Roseno.

 

O coordenador Marcelo Martins já comprovou na prática os benefícios da metodologia de avaliação das atividades rurais: “No Sul de Minas temos um caso de uma propriedade que tinha boa rentabilidade do negócio principal, de pecuária leiteira, mas o produtor pecava na parte ambiental. Depois da aplicação da metodologia ISA, foram feitas diversas ações de readequação, como proteção de nascentes e integração lavoura e pecuária. Os resultados já estão aparecendo. A disponibilidade de água aumentou na propriedade e a rentabilidade da produção de leite saltou de R$ 40 mil em 2011 para R$ 103 mil em 2012.”

 

Fonte: Agência Minas


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