Helicoverpa já custa metade do controle de pragas

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Os custos de controle de pragas do algodão subiram nada menos que 25% em relação à safra passada. “Deste custo, 46% se deve às ações de controle contra Helicoverpa armigera”, revela o entomologista e pesquisador da Embrapa Algodão, José Ednilson Miranda.

 

Ele aponta uma perda média de 11% da produção, segundo estudo preliminar realizado nas regiões produtoras de algodão no Brasil (nove estados). “O custo de controle destas pragas se situou em cerca de R$ 1.570,00 por hectare na safra 2012/2013, contra R$ 1.260,00 na safra 2011/2012”, destacou.

 

De acordo com o pesquisador, a Helicoverpa armigera e o bicudo são as principais pragas em termos de maior relevância econômica. Também são preocupantes a falsa-medideira, o pulgão, os ácaros, o percevejo marrom e a mosca-branca. “De modo geral, a predominância de culturas Bt reduziu a importância das demais lagartas e, em regiões onde cultivares resistentes à doença azul são predominantes também o pulgão deixa de ser problema principal”, analisa.

 

Moreira observa ainda que, nas duas últimas safras, o número de pulverizações na cultura do algodoeiro apresentou um aumento significativo de 10 a 15%. “Isto está diretamente ligado aos ataques da lagarta Helicoverpa e à dificuldade de seu controle. Estes dados devem ser considerados na reflexão sobre a necessidade de se repensar o controle químico como estratégia de manejo integrado de pragas e nas alternativas de MIP que possam contribuir para maior eficiência, menor impacto ambiental e menores custos de produção do algodão”, explica o entomologista.

 

As perdas por pragas e o impacto sobre o custo de produção do algodão brasileiro nas safras 2012 e 2013 será um dos principais assuntos na pauta de discussões do 9º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá de 3 a 6 de setembro, em Brasília/DF, com o tema “Algodão: Gestão e Otimização de Resultados”.

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Por seu grande poder de atrair pragas, a cultura do algodão exige uma série de medidas de controle desde o início do ciclo produtivo. O controle químico representa em torno de 25% dos custos de produção dos cotonicultores. Com o aparecimento da Helicoverpa armigera, a sustentabilidade da atividade está em risco.

 

Fonte: Globo Rural Online


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