Objetivo dos protestos é angariar assinaturas para mudança no Código Penal. Ativistas pedem penas mais duras em crimes contra animais.
A segunda edição do movimento “Crueldade Nunca Mais”, mobilização pelo aumento da pena para quem comete crimes contra os animais, contou com a participação de 23 Estados brasileiros neste domingo (18/8). Na capital paulista, de acordo com a Polícia Militar, cerca de 500 manifestantes se reuniram pela manhã no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiram em direção à Praça Roosevelt, no centro, onde foram colhidas assinaturas para mudanças no Código Penal.
De mãos dadas, os manifestantes conduziram os participantes cantando para que outras pessoas se juntassem ao protesto, além de pedirem justiça contra barbaridades praticadas contra animais. Os pets também fizeram parte da passeata, junto com seus donos que, caracterizados, caminharam de forma pacífica. “Os animais não podem falar e esses movimentos acabam alertando a população, que precisa de leis mais severas que os amparem”, disse a manifestante Patrícia de Oliveira.
Mudanças no Código Penal só são possíveis com a obtenção de pelo menos 1 milhão de assinaturas. Até o momento, 230 mil pessoas já contribuíram. “A gente sabe que existem mais pessoas que abraçam essa causa do que estão presentes hoje nas passeatas”, diz Juliana Camargo, coordenadora do movimento.
Segundo Juliana, que também preside a Ampara Animal Pela Defesa dos Direitos e Respeito aos Animais, a primeira edição do protesto, em janeiro de 2012, contou com 20 mil participantes. Na época, as pessoas estavam mais sensibilizadas com casos com o do cãozinho da raça Yorshire que foi espancado e assassinado por sua dona em Goiás, entre outros registros de violência. Naquela ocasião, o movimento ocorreu em mais de 200 cidades cidades brasileiras, além de contar com manifestações em Miami, Nova York e San Diego. A campanha ultrapassou 100.000 mil participantes pelo Brasil, deixando uma marca histórica como a maior manifestação em defesa dos animais.
Com as mudanças na lei, a pena para maus-tratos prevista no Código Penal passaria de 3 meses a 1 ano de retenção para 1 a 4 anos, com agravantes em casos de lesões permanentes ou morte do animal, quando poderia chegar a 6 anos de prisão. Crimes como omissão de socorro e abandono poderão ter penas de até 4 anos.
A petição está disponível no site do movimento Crueldade Nunca Mais: www.crueldadenuncamais.com.br
Editora Globo – por Silene Silva

