Em GO, preço pago pelo tomate aumenta 20%
Clima chuvoso e ataque de pragas não tiraram o ânimo dos produtores. Eles agora colhem a safra e comemoram o preço pago pela indústria.
A colheita do tomate rasteiro, variedade que vai para a indústria, começou este mês, em Goiás. A maior parte das lavouras está no município de Cristalina, que enfrentou este ano o excesso de chuva.
As condições do clima e os ataques da mosca branca e da lagarta helicoverpa atrapalharam a produção e os frutos não cresceram como os produtores esperavam.
“Teve semana que tivemos que entrar com pulverizadores de três a cinco vezes na lavoura devido a mosca branca e a helicoverpa, o que aumentou muito o custo eu acredito que em 20 ou 30%”, explica o agrônomo Givanley Alves.
A produção de tomate para indústria deve atingir 1,3 milhão de toneladas em Goiás.
Na fazenda de Dario Nardi a expectativa era colher aproximadamente 33 mil toneladas de tomate, mas os números não devem passar de 25 mil. Mesmo assim, ele está satisfeito com o resultado. “A nossa expectativa ainda é de uma safra boa mesmo sabendo que o nosso custo de produção será maior e a produtividade agora no início, menor”.
O otimismo se explica pelo retorno financeiro. Apesar dos problemas, a qualidade do tomate foi mantida e a produção já está negociada com a indústria desde a safra anterior. Cada tonelada está sendo vendida a R$ 180.
“O preço este ano está 20% acima do que a indústria pagou o ano passado, por isso, a expectativa é de ter um bom resultado”, diz Dario.
Fonte: Globo Rural

