Em MG, agricultoras garantem a renda com o tear

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Tecelãs da Zona da Mata de MG mantêm viva a tradição. Trabalho requer dedicação e habilidade.

 

É no campo que as artesãs de Presidente Bernardes, na Zona da Mata de Minas, se unem para uma prática milenar.

Com olhos atentos e mãos ágeis, as tecelãs utilizam cores e criatividade e aos poucos vão dando formato às colchas e tapetes.

Em uma pequena casinha de madeira, no quintal de casa, que Anaídes de Souza trabalha. Ela foi a primeira a desenvolver o tear no município e hoje são mais de 50 anos de prática e claro, muita habilidade.

Os trabalhos eram vendidos para Diamantina, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Com a renda do tear, Anaídes criou os quatro filhos.

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Hoje a produção está bem menor porque falta mão de obra. Para produzir uma manta são necessários dois dias de trabalho, quase 12 horas de dedicação e 26 novelinhos de lã. As duas pessoas tem que estar bem sincronizadas na hora de passar o novelinho, pedalar e bater o pente. Os movimentos são repetidos mais de 2 mil vezes para que a colcha fique pronta.

O trabalho é grande, mas Anaídes faz com prazer e com um sorriso sempre estampado no rosto.

Cada peça é vendida pelas artesãs, em média, por R$ 80.

 

Fonte: Globo Rural


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