Aftosa: Problemas com sistema faz ampliar prazo

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Falhas em sistema de GTA fazem Indea ampliar prazo de comunicação em MT.

 

Problemas no sistema de comunicação da vacina contra a aftosa fez o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) prorrogar para o próximo dia 14 o fim do prazo para o pecuarista informar ao órgão que imunizou o rebanho bovino e bubalino. O procedimento deveria ser realizado até o próximo dia 10 via online nos escritórios do instituto. Mas segundo os criadores o sistema de informática que emite a Guia de Transporte Animal (GTA) não tem capacidade para atender a demanda.

 

Além da instabilidade a falta de estrutura também prejudica o trabalho pelos servidores. Em Rondonópolis, por exemplo, são apenas quatro funcionários para dar assistência a vários pecuaristas.

 

A presidente do órgão, Maria Auxiliadora Diniz, diz que ainda nesta semana o sistema deve apresentar melhorias e que a empresa responsável pelo mesmo já foi acionada. Segundo ela, parte da sobrecarga está associada ao grande número de declarações realizadas às vésperas de encerrar a antiga data de comunicação, dia 10.

 

“Está ocorrendo um excesso, uma grande demanda em nível de escritório. A própria empresa já está buscando formas alternativas”, declarou.

 

O pecuarista José Abel conta que esperou sete horas para conseguir emitir a Guia de Transporte Animal, documento que autoriza o tráfego de bovinos. O gado, que já estava embarcado, ficou dentro de um caminhão aguardando até ser levado para o frigorífico.

 

“É um absurdo isso. Os funcionários até tentam nos ajudar, mas eles não têm condições de trabalho. O sistema não funciona, falta papel. É inoperante”, criticou.

 

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) entregou nesta semana ao governo do Estado uma carta em que pede mais atenção para com o órgão de defesa sanitária vegetal e animal do estado. Produtores querem uma intervenção no Instituto.

 

Produtores elencam problemas como o sucateamento de veículos e a falta de condições do órgão para fiscalizar as propriedades rurais. Entre as reivindicações feitas ao governo está o aumento no orçamento do Indea. Em 2013 foram disponibilizados apenas R$ 6 milhões. No entanto, somente neste ano o Instituto deve arrecadar R$ 28 milhões a partir das taxas recolhidas.

 

“Pedimos que o governo libere os recursos que o pecuarista pago como taxa para que o Indea funcione. Feito isso o restante é burocracia, ajustar o orçamento e investir em recursos materiais para que o Indea posse funcionar, pois é o órgão mais importante para a pecuária de corte de Mato Grosso”, defende o consultor da Acrimat, Amado Oliveira.

 

Fonte: Agro Debate      Autor: Leandro J. Nascimento


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