Atuação integrada da Emater e Adepará busca adequação das queijarias de Almeirim.
Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) visitaram, no último dia 5, comunidades localizadas ao longo do Rio Chicaia, afluente do Rio Amazonas, na região de Almeirim, oeste do estado, onde cinco produtores artesanais de queijo de búfala receberam orientações sobre as futuras adequações pelas quais devem passar as queijarias do município. Este foi o segundo dia de expedição pela zona de várzea.
A previsão é que até o final deste ano, duas ou três casas de queijo passem a funcionar já dentro das normas exigidas pela Lei Estadual de Produtos Artesanais, sancionada em outubro de 2011, pelo Governo do Estado, que garante trânsito e comercialização do produto artesanal livremente território paraense.
“Na primeira excursão visitamos queijarias que estão em um estágio mais avançado de adequação, como a da fazenda São Vicente, do produtor Elias Paixão, e a propriedade do seu José Roberto de Jesus, no rio Tauari. Mas aqui no Chicaia a situação é diferente, cada caso tem uma particularidade e precisa de atenção”, destacou Elinaldo Silva, chefe local da Emater em Almeirim, que atende a região.
Um desses casos é o da produtora Benedita Alvarenga, da comunidade 15 de Agosto. Durante as cheias do rio Chicaia, a produção e o gado são transferidos para áreas de terra firme que ficam localizadas, em média, a oito horas de barco da sede da propridade. “Como eu vou fazer duas queijarias, uma aqui para o verão e outra lá depois da serra, quando chegar o inverno?”, questionou ela durante a visita dos técnicos da Emater e da Adepará.
Para o tecnólogo de alimentos Marcelo Jares, lotado no escritório da Emater de Santarém e que está acompanhando a excursão técnica, muitos detalhes precisaram ser atentados para que o produtor familiar tenha a oportunidade de se ajustar às normas exigidas pela legislação. “O primeiro passo é encontrar soluções viáveis para a adequação da produção local, como a filtragem da água utilizada para fazer o queijo, bem como as adaptações físicas nas queijarias, de forma que respeitem o procedimento padrão e a coleta dos resíduos, por exemplo”, disse.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Adepará, Mario Tavares, após a elaboração do diagnóstico sobre a produção do queijo de búfala em Almeirim, será possível criar uma lei municipal que regulamente essa atividade artesanal. A partir desse momento o produtor terá até dois anos para se adequar, “Por isso, é importante incluir o poder municipal nessa parceria. É o que esperamos debater na reunião que acontece nesta quinta-feira, 6”, antecipou.
Fonte: Agência Pará de Notícias
