Nova técnica de manejo para animais de abate

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Nova técnica de manejo para animais de abate resulta em produtividade.

 

Uma Fazenda na zona rural de Brasília (DF), que trabalha com a cultura suína, resolveu mudar o modo tratamento das porcas prenhas. O proprietário da fazenda, Rubens Valentini, aplicou uma nova técnica em que matrizes não ficam mais em gaiolas apertadas, possibilitando ao animal um maior espaço.

 

O modelo já é usado na Europa e tem contribuído na qualidade de vida dos animais. Este é um exemplo de técnica de manejo que, de acordo com criador, possibilita melhor rendimento e produtividade.

 

“Esse novo procedimento faz com que o período da gestação das porcas ocorra em espaço coletivo ao invés do convencional, que restringe o animal a pequenos espaços e o deixa menos estressado. O novo é bem melhor, e, é possível comprovar isso na prática, porque é mais produtivo”, explicou Valentini.

 

De acordo com uma pesquisa interna da fazenda, com o sistema antigo, os leitõezinhos nasciam com 1,4 quilos. Agora eles nascem com 1,5 quilos. Pelo novo sistema, o porco ganha peso com maior velocidade e a taxa de parição também é maior, passado de 92,5% para 94,6%.

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O pecuarista aposta na alternativa como uma opção para melhorar os rendimentos. “Se a pessoa aplica na granja um sistema de alimentação eletrônico e usa espaços que não necessitam de limpeza constante, o empregador consegue diminuir os custos com mão de obra”, observa.

 

A gerente de Animais de Produção da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), Charli Ludtke, explica que o benefício é tanto para o animal quanto para o criador. “Quando a granja trabalha de maneira que preza o animal, a qualidade da carne também melhora. Isto evita que a carne do boi fique seca, rígida e escura. Já a carne de aves e de suínos não corre o risco de ficar pálida, ou defeituosa como é conhecido”. Isto também agrega valor ao produto, menciona Charli.

 

Quando se fala em técnicas de manejo que afetam de maneira ruim os animais, a gerente disse que o transporte é um dos pontos que mais preocupa.

 

 “A questão do transporte envolve vários fatores. Tem a problemática da superlotação, com o superaquecimento em alguns casos, o modo como o animal é embarcado e desembarcado. Isto tudo merece atenção para a maneira como esta sendo procedido”. Nos casos quando o animal não quer se mover é comum que se use o bastão elétrico, que pode ser substituído, por exemplo, por outros artifícios como pranchas de manejo ou bandeiras, conclui Ludtke.

 

O Workshop

 

O 1º workshop internacional de Bem-Estar dos Animais de Produção acontece em São Pedro (SP) entre os dias 11 e 13 de junho. O evento é promovido pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA Brasil) e tem por objetivo agregar mais valor aos cuidados com a vida dos animais destinados ao abate ou a fins produtivos.

 

Além de integrar os envolvidos da pecuária na temática, o encontro vai possibilitar o compartilhamento de experiências no setor e a atualização sobre novas tecnologias disponíveis. O sofrimento do animal é um dos motivos da realização de um evento no estado de São Paulo.

 

Fonte: Agrodebate

 

 

 


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