Desoneração não deverá baixar preços do etanol

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A mudança na tributação do Programa de Integração Social (PIS)/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o etanol, com a transformação da alíquota de 12 centavos do imposto em crédito ao produtor do combustível, dará fôlego ao usineiro e, num primeiro momento, não chegará ao consumidor, de acordo com o sócio da área macrossetorial da GO Associados Fábio Silveira. ‘A medida dará fôlego financeiro para que o produtor consiga ter gerenciamento financeiro da atividade alcooleira. Se chegar ao consumidor, será muito pequeno’, disse.

Silveira calcula que o crédito concedido ao produtor represente cerca de 10% do valor de venda do litro do etanol. ‘É um dinheiro bem-vindo para rolar a dívida, investir em ampliação de área, ou mesmo para suprir o custo financeiro, por exemplo’, afirmou. Ele avalia que o segmento de etanol foi o mais prejudicado pela não correção do preço doméstico da gasolina aos padrões internacionais.

Até 2012, o governo reajustava os preços da gasolina nas refinarias, mas reduzia a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para não repassar o aumento aos consumidores. Como o etanol tem grande parte do preço definido pela paridade com a gasolina, o represamento da alta no reajuste do combustível de petróleo freou as possíveis subidas também no álcool.

‘As margens do etanol foram achatadas e, em alguns casos, os produtores tiveram prejuízos’, disse. Ainda segundo Silveira, a queda no preço do etanol virá naturalmente com o aumento da oferta do combustível, com a safra de cana-de-açúcar. ‘O que pode derrubar mesmo o preço é a chegada da safra, como agora’, concluiu.

 

Fonte: GO Associados

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