Embrapa vai lançar novas cultivares de guaraná

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai lançar, no segundo semestre deste ano, duas novas cultivares de guaranazeiro: a BRS Saterê e BRS Marabitana, desenvolvidas pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus, AM).

 

Ambas apresentam alta produtividade e resistência a doenças e estão sendo recomendadas para plantio como forma de aumentar a barreira à Antracnose, principal doença do guaranazeiro no Amazonas. Nesta semana a Embrapa Produtos e Mercado (Brasília, DF) lançou edital para selecionar produtores viveiristas interessados na oferta de material propagativo para produção e comercialização de mudas dessas cultivares.

 

As novas cultivares de guaraná

 

As cultivares BRS Saterê e BRS Marabitana são cultivares de guaraná para plantio comercial. Ambas foram avaliadas no Amazonas, durante oito anos em ensaios preliminares e mais dez anos em ensaios em rede estadual, quanto às principais características: produtividade e resistência a doenças.

 

A doença Antracnose é um dos principais problemas para a baixa produção de guaranazeiros no Amazonas. Essa doença é causada pelo fungo Colletotrichum guaranicola.

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As novas cultivares são plantas que apresentam resistência genética a esta doença. Por isso, conseguem ser mais produtivas e dispensam o uso de fungicidas para o combate ao fungo.

 

Outro fator positivo, é que as cultivares BRS Saterê e BRS Marabitana têm como principal característica a alta produção, variando de 1 kg a 1,5 kg de sementes secas por planta ao ano, o que representa uma produtividade de 400 kg/ha a 600 kg/ha de sementes secas, 500% a 600% maior do que a produtividade atual obtida no Amazonas. Dessa forma, permitem aumentar a produção sem ocupar grandes áreas de plantio, evitando desmatamentos.

 

Nas avaliações, ambas cultivares BRS Saterê e BRS Marabitana apresentaram resistência estável à Antracnose, resistência completa à hipertrofia da gema vegetativa e galha do tronco e suscetibilidade a hipertrofia da gema floral. As plantas foram avaliadas no campo, no município de Maués, por ser uma região com grande ocorrência do fungo.

 

Em 2011, a Embrapa Amazônia Ocidental lançou quatro cultivares de guaranazeiro (BRS Cereçaporanga, BRS Mundurucânia, BRS Luzéia e BRS Andirá), e agora em 2013 serão outras duas. Novas cultivares se diferenciam das anteriores por características agronômicas específicas. A diferença entre as cultivares BRS Saterê e BRS Marabitana está também em características físicas da planta, como formato, cor, folhas e ramos. A BRS Marabitana, por exemplo, possui frutos de cor amarela e a BRS Saterê tem frutos de cor vermelha. O teor de cafeína na BRS Marabitana é de 3,8% e na BRS Saterê de 4%.

 

“A estratégia de lançar novas cultivares é uma forma de controlar a Antracnose, aumentando a diversidade genética dos plantios e assim se criar uma barreira genética às doenças, especialmente para essa que é uma doença importante que afeta os cultivos no Amazonas”, explica o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, André Atroch.

 

Fonte: Embrapa


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