Seriguela vira boa alternativa de renda em Alagoas
É época de colheita no sertão do estado. Fruta é plantada em pequenas propriedades e não tinha fim comercial.
Na vila Santo Antônio, em Traipu, região agreste de Alagoas, os pés de seriguela estão cheios de frutas, mesmo sem chuva. A estiagem castiga a região há seis meses.
Uma árvore carregada fica na casa de Regivane Melo. Ela conta que gostou do sabor e fez o plantio de forma despretenciosa, mas as frutas estão ajudando a agricultora a ganhar uma renda extra enquanto a chuva não chega e é impossível fazer o plantio de milho, feijão e outras culturas.
O curioso é que a safra desta variedade de seriguela ocorre justamente no verão, período de seca onde outras culturas não resistem ao forte calor e à falta de água.
Assim como Regivane, Antônio de Araújo também não plantou a seriguela com fins comerciais, mas está se dando bem.
A fruta que teve origem na América Central e adaptou-se bem ao clima quente do Nordeste brasileiro também conquistou outros agricultores.
Maria, esposa de Antônio, mostra o preparo do suco de seriguela que faz em casa. Com as frutas mergulhadas em água, a agricultora espreme com as mãos para soltar as cascas, que em seguida são descartadas junto com os caroços. O suco é peneirado. Depois é só colocar açúcar e provar.
A seriguela encontrada na região de Traipu é da variedade roxa, que por ter um sabor mais azedo, lembra o umbu e é conhecida também por umbuguela.
Fonte: Globo Rural

