Aprosoja se preocupa com lagarta do cartucho
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, afirmou que os agricultores estão preocupados com o aumento da incidência da lagarta do cartucho do milho (Helicoverpa zea) nas lavouras de soja na próxima safra, por causa da falta de defensivos agrícolas eficientes para controle da praga. Ele afirmou que, nesta safra, as perdas provocadas pela lagarta na soja não são tão expressivas como no algodão. O prejuízo decorrente da quebra de produtividade e dos gastos com controle da praga é estimado pelos cotonicultores em R$ 2 bilhões.
Glauber Silveira relatou que o setor aguarda que o governo federal libere em regime de urgência a importação de inseticidas eficientes no controle da lagarta, que são utilizados em outros países e ainda não foram aprovados pelos órgãos competentes no Brasil. Segundo ele, o custo de controle da lagarta na Austrália é de US$ 4 por hectare, enquanto no Brasil chega a US$ 80 por hectare.
O executivo alertou que a situação é preocupante também quanto ao controle da ferrugem da soja, pois é preciso liberar novos princípios ativos, uma vez que os produtos existentes no mercado estão perdendo a eficiência. Silveira calcula que somente em Mato Grosso os prejuízos causados pela ferrugem da soja atingiram US$ 1 bilhão.
Ele reclama da demora na liberação de novos defensivos agrícolas pelos órgãos federais. De acordo com o presidente da entidade, no caso dos produtos genéricos, a aprovação na Argentina leva oito meses, enquanto no Brasil chega a sete anos. Silveira afirmou que as dificuldades no controle das pragas refletem na produtividade, que entre 1992 e 2002 cresceu mais de 20% e nos últimos dez anos apenas 3%.
Na opinião dele, a deficiência logística é ‘mais uma praga’ que acarreta prejuízos no agronegócio brasileiro. Ele diz que o Brasil poderia estar produzindo mais de 100 milhões de toneladas, em vez dos 82 milhões de toneladas previstos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas o aumento do plantio esbarra na falta de infraestrutura, como estradas precárias, escassez de armazéns e gargalos nos portos. ‘O custo médio de transporte da soja até os portos na Argentina é de US$ 20/tonelada e nos Estados Unidos de US$ 23/tonelada, enquanto no Brasil chega a US$ 90/tonelada.’
Glauber Silveira participou nesta quarta-feira de reunião da câmara setorial da soja, vinculada ao Ministério da Agricultura, que também discutiu a questão da padronização do comércio de semente de soja convencional, para estabelecer limites de mistura com materiais transgênicos. Ele explica que, em função da contaminação das sementes, na hora da comercialização o produtor não consegue obter o prêmio pago pela soja convencional e até pouco tempo corria o risco de também ser obrigado a pagar royalties.
Outra preocupação dos produtores diz respeito à necessidade de regulamentar a obrigatoriedade do cultivo de áreas de refúgios nas bordas das lavouras geneticamente modificadas, a fim de preservar os inimigos naturais das pragas e evitar aumento da resistência. Silveira lembra que o problema da lagarta do cartucho do milho surgiu justamente pela falta do plantio de áreas de refúgio, pois antes a praga era considerada secundária.
Nesta tarde, ocorreu a primeira reunião do Comitê Técnico de Agrotóxicos (CTA) para avaliar o pedido dos produtores de soja e algodão de liberação da importação de defensivos para controle da lagarta Helicoverpa zea. O comitê é formado por representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: Aprosoja
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