Seminário discute violência rural na AL

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Seminário em Brasília discute a violência rural na América Latina. O 11º Congresso Nacional de Trabalhadores Rurais. Evento é organizado pela Contag e reúne 2500 pessoas.

 

A violência no campo foi o tema de uma encenação logo no início do encontro.

O seminário reuniu sindicalistas e trabalhadores rurais de países da América Latina, como Guatemala, Honduras, Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina. Vários casos de desrespeito aos direitos humanos no campo foram mostrados.

O secretário-geral para América Latina da UITA, União Internacional de Trabalhadores em Alimentação e Agricultura, Gerardo Iglesias, falou sobre a situação da Colômbia.

No Brasil, Adriana Oliveira mora em um assentamento em Açailândia, no Maranhão. Os filhos, os irmãos e os vizinhos deixaram de trabalhar na própria terra e se tornaram empregados de carvoarias e fazendas de eucalipto da região. Ela diz que as condições são muito parecidas com trabalho escravo, não há carteira assinada, eles ganham menos da metade do salário mínimo e não usam equipamentos de segurança.

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Os participantes do seminário elaboraram uma carta aberta, que relata casos de violência na América Latina e exige medidas dos governantes para melhorar a segurança dos trabalhadores rurais.

O congresso reúne cerca de 2500 trabalhadores rurais e dirigentes sindicais e é organizado pela Contag, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar.

No centro de convenções Ulysses Guimarães, uma exposição exibe fotografias que contam um pouco da história da entidade, que reúne 22 milhões de agricultores familiares e trabalhadores rurais assalariados em todo o país.
Nesta terça-feira (05), há debates sobre uma série de assuntos, como reforma agrária, agricultura familiar e políticas públicas para o campo.

 

Fonte: Globo Rural


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