Floresta plantada é garantia de sustentabilidade na ba

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Devido às condições climáticas locais e pela disponibilidade de área para plantio, a Bahia possui condições bastante propícias ao desenvolvimento do setor de florestas plantadas, é o que pode ser conferido durante visitação ao projeto A vida no Campo, que integra a programação da 23ª Fenagro. No espaço, a importância do uso dessa madeira Legal, assim como os subprodutos da cadeia produtiva. Outras 19 cadeias estão representadas, alinhadas ao trabalho que está sendo desenvolvido pela Secretaria da Agricultura (Seagri), que consiste na elaboração de um planejamento estratégico para o setor, a partir da constituição de câmaras setoriais.

A importância do setor de florestas no Estado é muito grande. Segundo dados do IBGE divulgados recentemente, na Pesquisa Extração Vegetal e da Silvicultura 2009, a Bahia é o Estado que mais produz madeira de florestas plantadas para o fabrico de papel e celulose, com uma produção de 14,6 milhões de metros cúbicos, correspondente a 22,4% do total produzido no país, sendo o terceiro Estado no ranking nacional, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo. O setor florestal responde nacionalmente por mais de R$ 1 bilhão em impostos arrecadados, gerando mais de 800 mil empregos diretos e indiretos. Na Bahia, esse número gira em torno de 30 mil vagas nos mais de 40 municípios onde existe atuação das empresas.

A partir do próximo ano, empresas associadas à Associação Brasileira de Florestas Plantadas do Estado da Bahia (Abaf) devem investir na Bahia um montante superior a R$ 5 bilhões de reais. Esse número significativo para a economia baiana confirma a Bahia como um dos maiores pólos florestais do Brasil e do mundo. Segundo Georges Humbert, diretor executivo da associação, "esses números refletem o potencial baiano o qual está sendo aproveitado pelas empresas de base florestal de forma sustentável e responsável, trazendo investimentos de grande porte para a Bahia, gerando emprego, renda, fornecimento de matéria prima de alta qualidade e preservação do meio ambiente". Hoje o setor é responsável pela proteção de mais de 370 mil hectares de mata nativa, seja em área de Reserva legal, Proteção Permanente, reservas particulares de proteção natural e outras.

Todo esse potencial pode ser conferido durante a 23ª Fenagro. Visitantes podem conhecer as principais etapas da cadeia produtiva de florestas. Especialistas e gestores detalham as fases iniciais referentes à produção de material genético, através do desenvolvimento de clones de eucalipto de alto poder de adaptação, produtividade e resistente às doenças. Vale ressaltar que a produção de mudas é uma etapa importante do processo, bem como as semeaduras, que influenciam no índice de germinação das sementes e garantem o rendimento do viveiro.

É no viveiro onde acontece o início do processo de produção da madeira. Nesta etapa, ocorre um preparo inicial de badejas e tubetes, preenchidos com substrato, o qual é formado por uma fibra de coco, vermiculite, casca de arroz carbonizada e adubo mineral. Em seguida, é feito um corte das brotações ou estacas que são acondicionadas em recipientes com água e transportadas para o Galpão de Plantio. Após o plantio, as estacas são transferidas para as Casas de Vegetação.

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A implantação da floresta depende, dentre outros fatores, da utilização de mudas saudáveis, com bom diâmetro de colo, raízes bem formadas, relação parte aérea / sistema radicular, e nutridas adequadamente. “Isso garantirá melhor índice de sobrevivência no plantio, mais resistência a estresses ambientais e maior crescimento inicial, influenciando diretamente na qualidade final da floresta”, concluiu o diretor da Abaf, Georges Humbert. No espaço A Vida no Campo ainda foram exibidos produtos finais como a celulose em fardos e solúvel, resma de papel, carvão, cavaco de madeira, móveis e artesanato.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Florestas Plantadas do Estado da Bahia (ABAF), Leonardo Genofre, a mostra dialoga com um projeto ainda maior de organização do setor, de formação das câmaras setoriais. Genofre avalia que o trabalho é um importante avanço para o planejamento ordenado e coeso das políticas públicas do estado. “É preciso que essas políticas sejam criadas de acordo com as especificidades de cada área baiana, suas características naturais e sociais. Para isso, é necessário proximidade entre quem cria as políticas e quem será efetivamente impactado por elas, daí a importância das câmaras técnicas. Temos muito ainda a ser feito e eu acredito que esse é um caminho viável, tendo em vista a grande inspiração que são as câmaras setoriais do Ministério da Agricultura”, afirma Genofre. Vale ressaltar que a Abaf é composta por 11 empresas.

fonte: Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia


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