Estudo relaciona tumores a milho da Monsanto
Conselho francês, rejeita estudo de Universidade que relacionava ocorrência de tumores em ratos alimentados com milho geneticamente modificado da companhia Monsanto.
O órgão consultivo francês Conselho Superior de Biotecnologia rejeitou as conclusões de um estudo realizado por uma universidade do país relacionando um aumento da ocorrência de tumores em ratos com a alimentação com milho geneticamente modificado fabricado pela companhia norte-americana de biotecnologia agrícola Monsanto.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (22/10), o conselho, equipe independente que aconselha o governo francês, disse que o estudo não foi capaz de provar a relação causal entre o aumento da taxa de tumores e a alimentação com o milho geneticamente modificado por causa de falhas no método de pesquisa. “O comitê científico do conselho concluiu que o estudo não traz informações científicas capazes de sustentar a identificação de um risco sanitário”, afirmou o órgão, recomendando uma investigação mais aprofundada.
O estudo foi lançado no mês passado, juntamente com fotos de ratos de laboratório que mostram enormes deformidades apresentadas como tumores. A Monsanto negou a veracidade dos resultados da pesquisa. A empresa tenta há mais de uma década obter autorização para uso de sementes geneticamente modificadas na França.
A declaração do Conselho Superior de Biotecnologia vem horas antes de a agência de segurança alimentar francesa divulgar a sua posição oficial sobre o estudo. O governo francês disse que poderia lutar por uma proibição imediata das importações de milho geneticamente modificado por parte da União Europeia. Mas o estudo, que recomenda mais pesquisa sobre o tema, foi recebido com ceticismo por muitos cientistas.
A França tem confrontado parceiros da União Europeia sobre outra variedade de milho geneticamente modificado da Monsanto. Autoridades francesas têm bloqueado a sua utilização, mesmo sendo autorizada no resto da União Europeia e depois que o Conseil d’Etat, principal tribunal administrativo francês, ordenou o fim da proibição. Na Europa, muitos consumidores continuam céticos sobre o uso de organismos geneticamente modificados.
Fonte: Estadão Conteúdo

