Em Roma, ONU discute segurança alimentar
Em Roma, representantes das Nações Unidas discutem marco global de segurança alimentar
Representantes de países da Organização das Nações Unidas (ONU) estão reunidos em Roma (Itália) para debater a elaboração de um marco global de segurança alimentar e nutricional, a relação das mudanças climáticas com a segurança alimentar e a definição de novos indicadores para medir a fome. Iniciada nesta segunda-feira (15/10), a 39ª Sessão do Comitê Mundial de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) vai até o próximo sábado (20/10).
“É uma discussão global sobre como inserir a segurança alimentar em outros fóruns de debate, como o do desenvolvimento sustentável. No Brasil, temos uma forte articulação entre desenvolvimento sustentável e o conceito de segurança alimentar, e isto está na Lei Orgânica de Segurança Alimentar”, disse a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Maya Takagi, que representa o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no encontro.
“Tivemos um debate sobre a relação da segurança alimentar com mudanças climáticas. Esta discussão é extremamente importante porque os pequenos produtores são os mais vulneráveis a estes fenômenos”, acrescentou. Na sessão, o Brasil tem lugar de destaque por ter conseguido reduzir o número de pessoas subnutridas.
No país, a taxa caiu de 23 milhões de brasileiros subnutridos, entre os anos de 1990 e 1992, para 13 milhões, entre 2010 e 2012, de acordo com a publicação O Estado da Segurança Alimentar no Mundo, elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Programa Alimentar Mundial (PAM).
Segundo a FAO, o Brasil e o Peru foram os países latino-americanos com as maiores quedas nos números de subnutridos no período de 2010 a 2012, comparado aos números registrados entre 2007 e 2009. No caso brasileiro, a organização internacional destaca que o país cumpriu o primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, quando reduziu a proporção de subnutridos de 14,9% para 6,9%, entre 1990 e 2012.
“O caso brasileiro mostra que é possível construir as políticas e ter debate construtivo com a sociedade civil. A construção participativa do Brasil é pioneira. As grandes metas para erradicação da fome e da pobreza e a visão intersetorial que envolve a área ambiental, de alimentação escolar, saúde, por exemplo”, disse a secretária.
Uma publicação lançada nesta terça-feira (16/10), em Roma, pela organização não-governamental Oxfam e pela Associação Brasileira de Direitos Humanos, reuniu fatos que mostram a evolução das políticas brasileiras no setor desde 1940.
Fonte: Sou Agro. Pela Redação. 16 de outubro de 2012.

