Meteorologia: Previsão do tempo para todo o Brasil 25/01/11
Boletim de Monitoramento Climático para a Agricultura
ANÁLISE CHUVA BRASIL:
Na semana passada felizmente as chuvas deram uma trégua em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, facilitando assim os trabalhos de resgate e recuperação dos estragos causados pelas fortes chuvas do início do mês. Nessa semana os maiores volumes de chuvas se concentraram no Sul do Brasil, principalmente o leste de Santa Catarina e do Paraná, onde em alguns municípios o acumulado de chuvas dos últimos sete dias ultrapassa 250 mm. O destaque fica para o município de São Francisco do Sul que entre os dias 17 e 23/01 o total de chuva chega a 500,6 mm (Fonte: CIRAM/EPAGRI).
As chuvas da semana beneficiaram fortemente as lavouras do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e do norte do Rio Grande do Sul, que mesmo com uma má distribuição dão sustentação para o desenvolvimento das pastagens e lavouras, principalmente a lavoura de soja que entra na fase crítica.
Enquanto Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Tocantins, sul do Maranhão as chuvas de janeiro estão dentro de um padrão médio esperado para o mês, exceto alguns episódios de chuvas mais concentrados, que eventualmente ocorrem e causam problemas de manejo das lavouras.
Já o sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Minas Gerais, Bahia e no sudeste do Piauí, são as regiões que mais preocupam em função da falta de chuvas em janeiro (ver figura abaixo – lado direito).
Os índices de Água Disponível do Solo (ver figura abaixo – lado direito) refletem o quando de chuvas das chuvas do verão, com uma excelente condição de umidade do solo (> 90%) em grande parte do Brasil. Apenas no extremo sul do Rio Grande do Sul e em partes do Nordeste do Brasil (Bahia, Sergipe e Alagoas) é que continuam condições críticas de umidade do solo (<20%).
Previsão de CHUVA para o Brasil: Chuvas continuam concentradas entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo
A última semana de janeiro deve manter a condição de chuvas observada na semana passada. A previsão é que as frentes frias continuem atuando mais sobre o Sul do Brasil, que associadas com águas aquecidas sobre o Oceano Atlântico próximo da costa da Região Sul, favorece a ocorrência de episódios de chuvas mais significativos e concentrados entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Inclusive há previsão de chuvas também para o Rio Grande do Sul, cujos episódios de chuvas devem ser mais irregulares e, em função do forte calor, muitas vezes as chuvas vem acompanhadas de tormentas e tempestades de vento.
Enquanto isso, nesta semana no Rio de Janeiro e em Minas Gerais se mantém uma condição de pouca chuva e predomínio de sol, com apenas chuvas isoladas no período da tarde, típicas do verão.
Porém chamamos a atenção que esse padrão muda na primeira semana de fevereiro, quando as frentes frias voltam a atuar entre São Paulo e o Rio de Janeiro, com isso as chuvas voltam a se concentrar nesses estados e também em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Enquanto para a próxima semana as chuvas diminuem em Santa Catarina e no Paraná.
Já na parte norte do Nordeste (incluindo parte do Sertão e do Agreste) devido à atuação de um sistema meteorológico conhecido como Vórtice Ciclônico, continua sendo beneficiada com alguns episódios de chuvas isolados, porém ainda não representa a instalação definitiva do período de chuvas dessa região, inclusive essas chuvas diminuem na primeira semana de fevereiro.
ARGENTINA: Chuvas de verão beneficiam importantes regiões produtoras de soja e milho.
A semana passada foi mais uma semana marcada por episódios de chuvas continuam muito irregulares e mal distribuídas, que é um padrão típico do verão. Só que desta vez as chuvas mesmo que irregulares, beneficiaram importantes regiões produtoras das Províncias de Buenos Aires, Entre Rios e Santa Fé, além do norte da Argentina (ver figura abaixo – lado esquerdo). No entanto, embora as regiões beneficiadas com chuvas tenham as condições da estiagem amenizadas, isso não representa uma mudança de padrão e muito menos de regularização.
Tanto que a previsão para esta semana não muda muito, devendo ocorrer apenas alguns episódios de chuvas isoladas principalmente no norte da Argentina. O calor também continua intenso, com temperaturas da tarde variando entre 35 e 40°C.
Inclusive, a tendência é que as chuvas diminuam ainda mais a partir da primeira semana de fevereiro, quando as frentes frias voltam a atuar mais sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, enquanto a Argentina volta a enfrentar período de pouca chuva, ainda agravado pela presença do fenômeno La Niña, que deve atuar pelo menos até a metade de 2011.
Fonte: Somar Meteorologia

