Revisão da semana na Bolsa

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A semana termina com o mercado financeiro brasileiro influenciado por uma série de fatos que atingiram mais diretamente o mercado de dólar e de juros (DI). Dentre eles: as novas medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central, que visam atingir as condições de crédito e liquidez da economia; anunciadas na sexta-feira da semana passada, a decisão do Copom na manutenção da Selic em 10,75% e as declarações do Ministro da Fazenda quanto a possibilidade de novas medidas para conter a valorização do real. Além disso, outro evento de destaque na semana foi a sabatina do indicado a presidência do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, pela Comissão de Assuntos do Senado, e no próximo dia 14 será a votação pelo Senado da indicação.

No lado dos indicadores macroeconômicos do Brasil divulgados na semana, tivemos dois grandes destaques: o PIB do terceiro trimestre e o IPCA de novembro. O PIB do terceiro trimestre registrou alta de 0,5% em comparação com o trimestre anterior (série com ajuste sazonal) e 6,7% em relação a mesmo período do ano passado, confirmando as expectativas. Vale comentar que na abertura do PIB, pelo lado da oferta a sustentação do crescimento veio pelo bom desempenho dos serviços de +1,0% na série com ajuste sazonal e na ótica da demanda, houve crescimento expressivo na demanda das famílias (1,6%). O IPCA de novembro registrou alta de 0,82%, acumulando alta de 5,63% em 12 meses e 5,25% nos 11 meses de 2010. Este número mostrou sinais claros de pressões de demanda sobre a inflação, além da forte alta nos alimentos.

No âmbito externo dois eventos influenciaram nos mercados. Primeiro a entrevista com Bernake, presidente do Fed (Federal Reserve), que disse não descartar a possibilidade de aumentar as compras de títulos do Tesouro dos EUA para estimular a recuperação econômica. Segundo, foi a decisão do presidente dos EUA, Barack Obama, em estender para todas as pessoas físicas do país a redução de impostos que hoje é destinada apenas as classe mais rica da população. Fora isso, a semana foi bastante fraca em relação a divulgação de indicadores macroeconômicos. Único destaque foram os números menores que o esperado de pedidos de auxílio desemprego semanal.

No Continente asiático, ao longo de toda semana preocupações giraram em torno de um provável aumento da taxa de juros na China visto que os dados de inflação de novembro serão divulgados neste final de semana. No entanto, pela sexta vez este ano, o Banco Central Chinês decidiu hoje por elevar o compulsório em 0,5 ponto percentual depois da divulgação dos dados da Balança Comercial e de crédito. O superávit comercial de novembro refletiu exportações e importações em aceleração (saldo de US$ 22.9 bi e, crescimento de 34,9% das exportações e 37,7% das importações, na comparação anual) e crédito se manteve forte em novembro.

Fonte: A Semana na Bolsa

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