Arroz: em direção preços mundiais mais firmes?

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No início de dezembro, os preços de exportação começaram a se estabilizar com a chegada da nova colheita asiática, exceto na Tailândia, onde os preços continuam subindo.
Em novembro, os preços mundiais subiram novamente. As incertezas persistem ainda sobre a oferta futura, devido às inundações que afetaram duramente várias regiões arrozeiras da Ásia. No início de dezembro, os preços de exportação começaram a se estabilizar com a chegada da nova colheita asiática, exceto na Tailândia, onde os preços continuam subindo. Em 2011, as perspectivas podem ser menos tensas que o previsto, com a entrada de novos atores no mercado, como o Camboja que aponta ambições de aumentar suas exportações arrozeiras nos próximos anos, competindo assim diretamente com a Tailândia e o Vietnã.

Em novembro, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) subiu 13,1 pontos para 241,6 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 228,5 pontos em outubro. No início de dezembro, o índice IPO marcou 248 pontos.

Produção e comércio mundiais

Segundo as últimas estimativas da FAO, a produção mundial em 2010, apesar das más condições climáticas, pode aumentar 2,4% em relação à temporada 2009/2010. A
produção alcançaria 698 milhões de toneladas (465,4Mt base arroz branco) contra 682Mt em 2009. Este incremento se deveria principalmente à recuperação da produção na Índia, que voltaria a seu nível de produção de 2008. Nos demais países do mundo, as colheitas se anunciam globalmente favoráveis, exceto no Paquistão, onde a produção caiu um terço, mas sem maiores consequências para o mercado mundial.

Em 2010, apesar das restrições de exportação na India e no Paquistão, as projeções de comércio mundial indicam um leve incremento para 30,8Mt contra 30,5Mt em 2009, graças às reservas exportáveis da Tailândia e Vietnã. Em 2011, o comércio pode cair levemente para 30,3Mt.

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Os estoques mundiais terminando em 2010 devem se manter em torno de 125Mt. Estas reservas representam 28% das necessidades mundiais. Em 2011, se espera um
incremento dos estoques mundiais para 133Mt. Mas esses podem ser menores se os países estiverem obrigados a utilizar suas reservas para atender suas necessidades de
consumo.

Mercado de exportação

Na Tailândia, os preços aumentaram 5% em novembro, exceto para os arrozes de baixa qualidade, que subiram apenas 2%. No início de dezembro, os preços se mantinham firmes devido à forte demanda de importação, especialmente do Oriente Médio. Ainda persistem incertezas acerca do tamanho das perdas nas áreas arrozeiras causadas pelas intempéries. Deve-se esperar, contudo, algumas semanas antes de se ter uma estimativa
mais precisa das próximas safras. Em novembro, o Thai 100%B subiu para US$ 533/t Fob contra US$ 504 em outubro. No início de dezembro, este marcava US$ 565. O
quebrado A1 Super, em troca, se manteve relativamente estável passando para US$ 432/t contra US$ 431/t em outubro.

No Vietnã, os preços de exportação aumentaram em média 7%. Apesar da chegada da nova colheita, os preços devem se manter firmes sob a pressão de demanda asiática. As autoridades estão concluindo um acordo com Bangladesh para vender entre 300 e 500.000 toneladas de arroz. Em novembro, o Viet 5% registrou US$ 495/t contra
US$ 466/t em outubro. O Viet 25% foi cotado a US$ 460/t
US$ 428 anteriormente.

No Paquistão, as graves inundações afetaram cerca de um terço da produção arrozeira. Esta chegaria a apenas 4,2Mt contra 6,7Mt em 2009. Esta queda deve refletir nas
exportações de 2011, que estima-se que caiam 25% em relação à safra anterior. O Pak 25% foi cotado a US$ 428/t contra US$ 395/t em outubro. No início de dezembro, o
produto havia recuado e marcava US$ 420/t.

Na Índia, a produção aumentou 12,5% para 99Mt contra 89Mt em 2009. As medidas de restrição das exportações de arroz não aromático, em vigor desde o final de 2007, tendem a ser menos rígidas. Novos contratos de exportação poderiam ser lançados, incluindo alguns países africanos.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação subiram 12% em novembro. Desde o inicio de agosto, o preço indicativo do arroz Long Grain deu um salto de 40%. Em
novembro, este registrava US$ 608/t contra US$ 544 em outubro. A demanda de importação continua forte ainda que as disponibilidades exportáveis sejam menores este
ano. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros para novembro de 2010 e janeiro de 2011 também aumentaram 5% em relação ao mês anterior.

No Mercosul, os preços de exportação aumentaram 4% em novembro. As previsões de exportação do Mercosul para 2010/2011 indicam um incremento de 25% graças a
uma melhora na produção de toda a região. No Brasil, os preços internos aumentaram depois de 3 meses de quedas consecutivas. Vendas públicas têm reativado o mercado. Não obstante, ol mercado deve continuar relativamente calmo durante as próximas semanas.

Na África, a produção aumentou 1% em relação a 2009, sobretudo na África do Oeste, graças a melhores rendimentos. Ainda assim, esta será insuficiente para compensar o crescimento constante do consumo interno, de 5% a 6% ao ano.

Fonte: Planeta Arroz + FAO & USDA


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