Conforme observou a expedição da Aprosoja/MT, pouco mais de 90% da soja foi plantado entre 1 e 30 de outubro, indicador de que o clima foi determinante, porém permitiu que o plantio fosse em sua grande parte efetuado dentro da “janela” recomendada à soja, período em que as melhores condições ao desenvolvimento da planta estão garantidas. “Muitos produtores insistiram e semearam o grão sobre pó. Ainda nesta reta final de mês há quem esteja correndo contra o tempo para finalizar a cobertura da área com a soja, aproveitando a melhor distribuição de chuvas”, explica o gerente técnico da Aprosoja/MT, Neri Ribas.
O vice-presidente Oeste da Aprosoja/MT, José Guarino Fernandes, que é produtor em Sapezal (470 quilômetros a oeste de Cuiabá), está encerrando neste final de semana a semeadura. Começou no dia 24 do mês passado, com mais de um mês de atraso em relação aos anos anteriores. Sapezal e Lucas do Rio Verde (a médio norte do Estado), são importantes polos de produção da oleaginosa e que cultivam a tradição de semeadura precoce – ainda em setembro – para conseguir utilizar a mesma área de soja para plantar safrinha de milho ou algodão. “Sem chuva, não tinha como plantar. Era esperar por ela e só então ligar as plantadeiras”.
FUTURO – O presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, mesmo considerando o novo ano agrícola “positivo”, essencialmente em função da disposição e do apetite do mercado, não deixa de observar que a nova safra “é estranha”, pois o fenômeno La Niña interferiu no volume de chuvas – reduzindo e retardando as precipitações – durante o plantio, impondo nova dinâmica no campo – que ninguém sabe ao certo no vai resultar – e a safra segue sustentada por bons preços.
Sem nem ter concluído o plantio da safra atual no Estado, Glauber está de olho na próxima temporada, a safra 11/12. “Por mais que não consigamos avançar em volume, como já está demandando o consumo mundial, vamos manter boas cotações. O mundo precisa incrementar em 10 milhões de toneladas a oferta e esse volume virá somente de um lugar: Mato Grosso, porque esse volume vai precisar de pelo menos 3 milhões de hectares, cerca de meio Mato Grosso. Se os fundamentos atuais forem mantidos, esse é o cenário que nos aguardas por muitas safras”. (MP)
fonte:Diário de Cuiabá
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