PF prende 19 acusados de fraudar projetos de reforma agrária
A Polícia Federal prendeu 19 pessoas
Participavam do esquema criminoso servidores do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) de Dourados e de Campo Grande, líderes de assentamentos e empresários fornecedores de produtos e serviços. Segundo as investigações, o grupo comercializava lotes destinados à reforma agrária e manipulava concorrências para a compra de produtos e serviços para os assentamentos, além de pagar propina para servidores para que os loteamentos não fossem fiscalizados. De acordo com o Ministério Público Federal, o dano causado pela organização criminosa à União atinge os R$ 12 milhões.
Ao longo das investigações, foram confirmadas fraudes na distribuição de lotes nos assentamentos do complexo Santo Antônio, em Itaquiraí (MS); comercialização de lotes destinados à reforma agrária, com a regularização dessas transações pelos servidores do Incra; manipulação de concorrências para aquisição de produtos e serviços comprados para os assentamentos com verbas públicas federais; recebimento de propina por servidores do Incra para a exclusão de imóveis rurais de processo de avaliação para verificação de produtividade.
